Polícia

Após morte de cadela, hospital veterinário de Maceió é condenado por negligência

Decisão fixa indenização por danos morais e materiais à tutora do animal

Por 7Segundos 13/02/2026 11h11 - Atualizado em 13/02/2026 12h12
Após morte de cadela, hospital veterinário de Maceió é condenado por negligência
Sede do Tribunal de Justiça de Alagoas - Foto: Dicom TJAL

O Hospital Veterinário Almir Tavares foi condenado pela Justiça após o falecimento de uma cadela atendida na unidade, em Maceió. A sentença foi proferida pela juíza Eliana Normande, titular da 8ª Vara Cível da Capital, e prevê o pagamento de R$ 3 mil por danos morais e aproximadamente R$ 1,2 mil por danos materiais à tutora do animal. A decisão foi publicada na edição de quarta-feira (11) do Diário da Justiça Eletrônico.

Conforme consta no processo, a cadela foi levada à clínica em 12 de setembro de 2021 para realização de um hemograma. Durante o procedimento de coleta sanguínea, houve perfuração da veia jugular. Após receber medicação, o animal foi liberado.

No dia seguinte, a tutora identificou um hematoma na região onde houve a punção e retornou ao hospital veterinário por duas vezes. Segundo relato apresentado na ação, foi informada de que o quadro seria esperado e que o acúmulo de sangue seria reabsorvido naturalmente pelo organismo. A cadela foi medicada e novamente liberada.

Em 14 de setembro, diante da piora do quadro clínico e do aumento da hemorragia, o animal foi encaminhado a outra unidade veterinária. A cadela chegou a ser internada, mas não resistiu e morreu no mesmo dia. O episódio levou a tutora a ingressar com ação judicial.

Na contestação, a defesa do hospital sustentou que o óbito teria sido causado por erliquiose, conhecida como doença do carrapato, e que não haveria vínculo entre a morte e o procedimento realizado na clínica.

Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que a falha não ocorreu no momento da coleta de sangue, mas na conduta adotada após as queixas apresentadas pela tutora. Para a juíza, diante da evolução do hematoma, caberia ao profissional aprofundar a avaliação clínica e considerar medidas como internação ou acompanhamento mais rigoroso.

A sentença ressalta ainda a ausência de cuidados adequados diante de um quadro considerado sensível, que evoluiu rapidamente para o óbito do animal no dia seguinte.