Homem é investigado por impedir alimentação de gatos comunitários
PCDF instaurou inquérito após trabalhador terceirizado ser flagrado chutando a ração que seria para animais comunitários no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação contra um homem suspeito de cometer maus-tratos ao impedir que uma cuidadora de animais deixasse alimentos para gatos comunitários na região do Guará (DF). Nesse sábado (7/2), a mulher tentou deixar ração para os animais perto da loja Leroy Merlin, como faz há anos, mas foi impedida por um funcionário terceirizado. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o homem chuta, espalha o alimento e discute com a mulher. Em nota, a Leroy Merlin lamentou a situação e informou que afastou o trabalhador imediatamente.
Após receber a denúncia, delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA/Cepema), Jonatas Silva, instaurou uma investigação.
“Os gatos comunitários são protegidos pela Lei nº 6.612, de 2020, que reconhece o direito desses animais a permanência no local, alimentação e aos cuidados básicos, prestados pela comunidade. Impedir deliberadamente que o animal se alimente, destruir o alimento colocado ou praticar qualquer ato que gere sofrimento pode, em tese, configurar crime de maus-tratos”, pontuou o delegado.
Entenda o caso
Há 5 anos, a protetora de animais Maria Abadia de Oliveira Soares, de 53 anos, alimenta e cuida de seis gatos comunitários que vivem nos arredores da loja. A defensora afirma que além de garantir ração para a alimentação dos felinos, ela castrou os animais.
“Estava colocando comida para os gatinhos. O funcionário (terceirizado) falou que não era para dar comida para eles e chutou a ração. Não tem o que falar. Proibir colocar ração para os animais?”, comentou.
“Alimentar os animais é de grande importância. Porque é uma vida. Não é porque é um animal que podemos deixar de cuidar”, afirmou ao Metrópoles.
De acordo com Maria, um dos gatos comunitários, de pelagem amarela, desapareceu há aproximadamente 20 dias.
A advogada do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal Ana Paula Vasconcelos reforçou que proibir a alimentação de animais é crime e cobrou punição e responsabilização do envolvido.
“Proibir a alimentação de seres vivos, além de moralmente condenável, pode configurar conduta criminosa, considerando a legislação que assegura a proteção e o bem-estar animal. As autoridades competentes devem estar atentas a essas violações e adotar as providências cabíveis para a devida responsabilização”, explicou.
Em nota ao Metrópoles, a Leroy Merlin lamentou o ocorrido e esclareceu que a conduta não reflete os valores e as diretrizes da companhia.
“A companhia ressalta que colaborador terceirizado envolvido foi imediatamente afastado e que adotou todas as medidas cabíveis. Reforça ainda que possui políticas rigorosas relacionadas à ética e ao cuidado com os animais, tema tratado com absoluta seriedade pela companhia e seu comprometimento em evitar que situações como essa voltem a ocorrer”, concluiu a empresa.
Últimas notícias
Globo cancela debate presidencial após desistências de Lula e Flávio
Após três anos na FMAC, Myriel Neto celebra festival que fez Maceió receber o Brasil e o mundo
INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica
Prefeito Rodrigo Cunha entrega área de convivência revitalizada no Virgem dos Pobres 1
Datafolha: Lula marca 42% no 1° turno; Flávio Bolsonaro tem 38%
Gabi Gonçalves apresenta balanço do mandato na reta final das eleições
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
