Maceió reforça incentivo à doação de leite humano e alerta para queda no número de doadoras
A URS Hamilton Falcão enfrenta maior dificuldade, com apenas três doadoras
Considerado “alimento ouro” por ser rico em anticorpos que protegem os bebês contra diversas doenças, o leite humano é essencial para salvar a vida de recém-nascidos. Para incentivar a doação, a Prefeitura de Maceió mantém dois postos de coleta no município.
Os postos funcionam na Unidade de Referência em Saúde (URS) Hamilton Falcão, localizada no bairro Benedito Bentes, e na Unidade de Saúde da Família (USF) José Araújo, no bairro Jacintinho.
A criação dos postos de coleta foi uma iniciativa da Secretaria de Saúde de Maceió (SMS), em parceria com o Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres, como forma de incentivar a doação de leite materno.
A ideia surgiu da preocupação com a situação de recém-nascidos prematuros internados em UTIs Neonatais e das mães que enfrentam dificuldades na amamentação e no acesso ao leite humano.
Atualmente, a preocupação é com a queda do número de doadoras nos postos de coleta. De acordo com Marglene Oliveira, coordenadora de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, um litro de leite doado pode alimentar até dez recém-nascidos. “Conscientizar sobre a doação é essencial para manter os bancos de leite abastecidos e garantir a alimentação de prematuros internados em UTIs neonatais. Essa iniciativa também contribui para a redução da mortalidade associada à prematuridade”, destaca.
Segundo a coordenadora, a doação é um gesto de amor e solidariedade. “Desde o início da iniciativa, buscamos reduzir riscos à saúde dos prematuros, apoiar mães com dificuldades na amamentação e oferecer acolhimento. Promovemos campanhas de incentivo, consultoria em amamentação e atuamos como rede de apoio para mulheres e seus bebês. Todo o leite arrecadado ajuda a salvar vidas”, afirma.
O leite coletado na URS Hamilton Falcão é encaminhado ao banco de leite do Hospital Universitário Alberto Antunes (HU), localizado na Cidade Universitária, onde passa por processo de pasteurização e posterior distribuição, conforme a demanda do município. Já o material arrecadado na USF José Araújo é destinado à Maternidade Santa Mônica.
Atualmente, o posto da USF José Araújo conta com 15 doadoras ativas, enquanto a unidade do Hamilton Falcão enfrenta maior dificuldade, com apenas três cadastros. “É necessário reforçar a mensagem de amor e acolhimento para que possamos, juntos, incentivar a doação de leite humano, que salva a vida de muitos recém-nascidos”, conclui Marglene Oliveira.
Como doar
Para se tornar doadora, a mulher deve comparecer a um dos postos de coleta portando cartão do SUS e documento oficial com foto para realizar o cadastro. É recomendado que não esteja em uso de medicamentos como antibióticos. Na unidade, são realizados testes rápidos para detecção de infecções sexualmente transmissíveis.
Além da coleta, as unidades promovem rodas de conversa e ações educativas para fortalecer a amamentação e ampliar o número de doações, reforçando a importância do leite humano para a saúde dos bebês.
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