Pizza de carne de sol na nata pode ter causado infecção em mais de 100 pessoas e morte
Polícia Civil afirmou que somente com o resultado da perícia será possível afirmar qual o problema no material
A Polícia Civil investiga se pizzas de carne de sol na nata (prato típico nordestino feito com carne bovina salgada e creme de leite espesso) podem ter sido responsáveis por desencadear a morte de uma mulher e mais de 100 pessoas atendidas com sintomas de intoxicação alimentar após comerem em uma pizzaria na cidade de Pombal, no Sertão da Paraíba. A informação foi confirmada pela corporação ao g1.
A mulher que morreu após comer no estabelecimento consumiu uma pizza de carne de sol na nata junto com o namorado, no último domingo (15), de acordo com a família. De acordo com o delegado, Rodrigo Barbosa, responsável pelas investigações, somente com os resultados das perícias será possível saber se esse sabor de pizza provocou os problemas.
"A suspeita recai sobre esses materiais, mas a gente precisa saber se é o próprio alimento estragado ou se é um tóxico, se é um inseticida, um veneno, esse tipo de coisa. E ainda se teria acidentalmente contaminado os ingredientes ou se foi intencional. Então, enfim, precisa pegar o resultado das perícias", explicou.
O delegado informou também que a possibilidade do evento ter sido provocado, ou seja, intencional, é improvável, porque funcionários da pizzaria também consumiram o produto e passaram mal pouco tempo depois.
“Atualmente a polícia considera improvável um envenenamento intencional, mas ainda trabalha com a possibilidade de um envenenamento acidental. A própria equipe, na noite do domingo, também consumiu o alimento e passou mal. O caixa comeu e, em menos de 10 minutos, passou mal", afirmou.
O delegado afirmou que um administrador do estabelecimento comercial disse, em depoimento, que a carne para preparar a pizza foi comprada no sábado (14), um dia antes de ser servida para as mais de 100 pessoas na noite do domingo (15). A nata foi preparada durante a tarde também do sábado.
O delegado também disse que a investigação que ele conduz faz avaliações periciais em paralelo com as da Vigilância Sanitária em relação aos materiais de comida. Ele informou que os alimentos periciados pela corporação foram colhidos do próprio estabelecimento e também de uma pizza que foi enviada para casa de um cliente.
"(Exames) nas comidas da pizzaria, um resto de pizza que um dos clientes que passaram mal tinha em casa e toxicológico, no caso aí só a perícia. (Exame) toxicológico na vítima, na vítima fatal", informou.
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