Bolsonaro já cumpre prisão domiciliar após receber alta; veja imagens
Antes de deixar o hospital, Bolsonaro colocou uma tornozeleira eletrônica
O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou à sua residência na manhã desta sexta-feira (26), após receber alta hospitalar e passar a cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com base em recomendação da Procuradoria-Geral da República, diante do quadro de broncopneumonia que exige acompanhamento contínuo.
Antes de deixar o hospital, Bolsonaro colocou uma tornozeleira eletrônica às 8h45 e saiu da unidade às 9h45, já sob as condições impostas pela Justiça. Ao chegar em casa, ele foi visto em momentos de descontração no ambiente familiar. Imagens mostram o ex-presidente sentado na área externa da residência, interagindo com cachorros, enquanto recebe a atenção da esposa, Michelle Bolsonaro, que aparece ao seu lado em clima reservado.
A decisão que concedeu a prisão domiciliar ocorre pouco mais de uma semana após a internação de Bolsonaro, em um hospital de Brasília. De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, laudos médicos indicaram a necessidade de vigilância constante, condição que pode ser melhor atendida no ambiente doméstico.
Mesmo fora do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro segue submetido a uma série de restrições. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica com monitoramento em tempo real, a apresentação de relatórios médicos semanais ao STF e a proibição de deixar a residência, exceto para atendimentos médicos previamente autorizados.
Também foram impostas medidas rigorosas de incomunicabilidade, que impedem o uso de celulares, redes sociais ou qualquer outro meio de contato externo, além da proibição de manifestações ou aglomerações em um raio de 1 km do imóvel. O descumprimento de qualquer uma das regras poderá resultar na revogação imediata da prisão domiciliar e no retorno ao regime anterior.
A previsão é que, ao fim dos 90 dias, o Supremo reavalie a necessidade de manutenção da medida, considerando a evolução do estado de saúde do ex-presidente.
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