Economia

Confiança do empresário do comércio de Maceió sobe pelo segundo mês consecutivo

Com variação mensal de 0,3%, indicador chega a 108 pontos, em março

Por 7Segundos, com Assessoria 07/04/2026 14h02
Confiança do empresário do comércio de Maceió sobe pelo segundo mês consecutivo
Dados foram divulgados nesta terça-feira 7) - Foto: Assessoria

A pesquisa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), feita pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), demonstra melhora mensal de 0,3% no otimismo dos empresários de Maceió, chegando a 108 pontos, em março. É o segundo mês consecutivo da alta após a queda registrada em janeiro, quando marcou 106,9 pontos após os 111,2 de dezembro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7).

Economicamente, esse resultado reflete um momento de transição: após o enfraquecimento típico de janeiro e a estabilização de fevereiro, março ainda não representa um mês de expansão, mas sim de consolidação. “É um mês de ajuste pós-Carnaval. O empresário reconhece um ambiente ainda desafiador no presente, mas mantém confiança na evolução dos negócios ao longo do ano. Trata-se de um cenário de estabilidade com viés cauteloso, típico de um período em que a economia começa a retomar seu ritmo após um evento sazonal relevante”, avalia o assessor econômico do Instituto Fecomércio, Lucas Sorgato.

Confiança é maior nas empresas de grande porte


Quando se observa a confiança por porte da empresa, as maiores (mais de 50 colaboradores) apresentam níveis de confiança mais elevados, com 116 pontos, enquanto as empresas menores (até 50 colaboradores) mantêm comportamento mais próximo da média geral, ficando em 107,8 pontos. “Esse padrão sugere que, após o Carnaval, empresas maiores ajustam mais rapidamente suas expectativas com base na leitura do cenário macroeconômico, enquanto as menores respondem mais diretamente ao fluxo de vendas do dia a dia”, explica o economista.

Condições atuais da economia geram desconfiança


A composição do Icec é feita por três subindicadores: Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC). Por sua vez, cada um deles também é composto por outros três subindicadores.

Para o mês de março, o de condições atuais marcou 82,9 pontos, uma queda de -2,6% no mês, sendo puxada pela variação negativa em seus três marcadores, quais sejam, condições da economia (-5,4%, no mês, e -5,41%, no ano), condições do setor (-0,3%, no mês, e -0,27%, no ano), e condições do setor (-2,7%, no mês, e -2,71%, no ano).

Em contrapartida, com 134,5 pontos, as expectativas apresentam leve crescimento: a expectativa da economia se mantém praticamente estável (0,1%), enquanto as expectativas em relação ao setor (0,7%) e à empresa (1%) avançam.

Melhoras também nas intenções de investimento (106,5 pontos), destacando-se o aumento de 8,0% nas expectativas de contratação de funcionários. “Esse dado é particularmente relevante, pois indica que, após o ajuste de janeiro e fevereiro, o empresário começa a retomar gradualmente decisões de expansão, ainda que de forma cautelosa. Por outro lado, o nível de investimento das empresas recua, o que sugere que essa retomada ainda não se traduz em aumento mais amplo de investimentos produtivos”, analisa Sorgato.