Aumento do diesel impacta transporte coletivo de Maceió e acende alerta para equilíbrio econômico do serviço
Dados apontam que o preço médio do óleo diesel para as empresas de ônibus sofreu um aumento de 24,06%
Desde o início do conflito mais recente no Oriente Médio, o mundo assiste a um aumento dos preços dos combustíveis derivados do petróleo e essa alta já traz impactos para o transporte coletivo em todo o país. Diante desse cenário, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) vem a público se manifestar sobre a necessidade urgente de medidas que garantam o equilíbrio econômico-financeiro do serviço na capital alagoana.
Dados levantados pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) apontam que o preço médio do óleo diesel para as empresas de ônibus sofreu um aumento de 24,06%, desde o começo da guerra no Oriente Médio. Com isso, o impacto do combustível nos custos totais do setor é devastador para o equilíbrio financeiro das empresas que prestam um serviço essencial, conforme estabelecido na Constituição Federal.
Nos últimos anos, o transporte coletivo de Maceió recebeu mais de 150 ônibus novos equipados com ar condicionado. Esse tipo de configuração leva mais conforto aos passageiros, porém, acarreta em um aumento de cerca de 15% no consumo de combustível por veículo. Além disso, o setor tem constatado nos últimos meses o aumento nos preços de outros insumos, como pneus e peças mecânicas de reposição.
Os recentes reajustes salariais para os rodoviários e o aumento na quantidade de gratuidades para os passageiros do transporte coletivo também impactam diretamente nas contas. Por isso, manter os custos do transporte público sob controle é fundamental para que o serviço não perca qualidade, o que afetaria em cheio a parcela socialmente mais vulnerável da população, que depende diretamente desse serviço.
O transporte coletivo é indispensável para o desenvolvimento econômico e para a inclusão social, permitindo o acesso da população à educação, saúde e trabalho, entre outros. Vale destacar que o Sinturb reconhece que as autoridades estão tentando diminuir o impacto no preço dos combustíveis. No entanto, a entidade tem observado que as medidas anunciadas não resultaram em reduções efetivas nas pontas de consumo.
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