Polícia

Polícia descarta estupro coletivo em Rio Largo e indicia jovem por falsa denúncia

Investigação reuniu provas digitais e depoimentos que levaram à confissão

Por Erick Balbino 15/04/2026 07h07 - Atualizado em 15/04/2026 08h08
Polícia descarta estupro coletivo em Rio Largo e indicia jovem por falsa denúncia
Suspeitos devem ser soltos - Foto: Reprodução / TV Pajuçara

As investigações sobre um suposto estupro coletivo ocorrido em março, no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, tiveram um desfecho inesperado.

A Polícia Civil concluiu que o crime não aconteceu e indiciou a jovem de 18 anos, que inicialmente se apresentava como vítima, pelo crime de denunciação caluniosa. O caso havia gerado forte comoção social à época da denúncia.

De acordo com a delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelo inquérito, a mudança de rumo ocorreu após a análise de provas e a coleta de depoimentos. Durante o trabalho investigativo, foram examinados conteúdos de celulares dos envolvidos, ouvidas testemunhas e verificadas informações relacionadas ao suposto período em que a jovem alegava estar em cárcere privado.

Ainda segundo a autoridade policial, imagens também contribuíram para esclarecer inconsistências na versão apresentada. Confrontada com os elementos reunidos, a jovem admitiu que inventou a história.

Com a conclusão do inquérito, duas pessoas que haviam sido presas no decorrer das investigações, o ex-namorado e a ex-cunhada da jovem, não foram indiciadas e devem ser colocadas em liberdade por decisão judicial. A Polícia Civil entende que não há elementos que sustentem a acusação contra eles.

A jovem responderá por denunciação caluniosa, crime que consiste em imputar falsamente a alguém a prática de uma infração penal, provocando a abertura de investigação. A pena prevista varia de dois a oito anos de prisão, além de multa.

Relembre o caso

Na denúncia inicial, a jovem afirmou ter sido abordada ao sair da escola, no dia 10 de março, e levada até a casa da irmã do ex-namorado.

Segundo o relato apresentado à polícia, ela teria sido mantida em cárcere privado por cerca de 18 dias e submetida a abusos por vários homens, além de ter sido forçada a consumir drogas. A versão, no entanto, foi descartada após a apuração detalhada dos fatos.