Vacina contra HPV diminui riscos associados ao câncer de colo do útero
O imunizante está disponível na rede pública para crianças entre 9 e 14 anos de idade
Infecção sexualmente transmissível (IST), a contaminação pelo HPV (Papilomavírus humano) afeta as mucosas e a pele. O vírus é um dos mais comuns do mundo, existindo mais de 200 tipologias que podem causar verrugas anogenitais e também está associado ao câncer de colo do útero.
Dois dos métodos eficazes para prevenir a infecção pelo HPV é a vacinação e o uso de preservativos que diminuem o risco de contágio. O imunizante é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e ofertado em todas as Unidades de Saúde de Maceió. O preservativo também é distribuído gratuitamente na rede pública de saúde.
A vacinação contra o HPV é a medida mais eficaz e está disponível para públicos prioritários, como crianças de 9 a 14 anos de idade, pessoas imunodeprimidas(pessoas vivendo com HIV ou aids, transplantados e pacientes oncológicos), vítimas de abuso sexual, pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), de 15 a 45 anos.
“A estratégia é imunizar crianças à partir de 9 anos, a fim de criar anticorpos o mais cedo possível, para diminuir o risco de contágio e disseminação e evitar a evolução do HPV e possíveis agravantes posteriormente", destaca a coordenadora Técnica de Imunização de Maceió.
Em 2025, Maceió registrou uma cobertura de 75,78% de imunização para o público feminino e 62,29% para o masculino de idades entre 9 e 14 anos. Este ano, 63,57% de meninas na faixa etária receberam o imunizante, enquanto os meninos registraram 54,31% de imunização.
Os dados demonstram uma procura maior do público feminino e possibilidade do aumento de imunização este ano. A vacinação é indispensável para diminuir riscos de curto e longo prazo.
O aparecimento do HPV acontece devido a queda de imunidade, suas primeiras manifestações podem ocorrer entre 2 ou 8 meses, ou até mesmo, 20 anos após o contágio. Essa infecção costuma ser comum em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. O diagnóstico é realizado através de exames laboratoriais e depende muito do tipo de lesão visivelmente analisada por especialista.
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