Saúde

[Vídeo] Pneumologista desmistifica ideia de que cigarro eletrônico é inofensivo à saúde

Pneumologista Rita Silva alerta para riscos à saúde

Por 7Segundos 27/04/2026 17h05 - Atualizado em 27/04/2026 17h05
[Vídeo] Pneumologista desmistifica ideia de que cigarro eletrônico é inofensivo à saúde
Pneumologista Rita Silva - Foto: 7Segundos

O uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, tem crescido entre jovens, mesmo com a comercialização proibida no Brasil. O hábito, que vem se popularizando principalmente em festas e ambientes sociais, acende um alerta para riscos à saúde.

De acordo com a pneumologista Rita Silva, o cigarro eletrônico não é uma alternativa segura ao cigarro comum. “O vape faz tão mal quanto o cigarro. Ele contém diversas substâncias que se depositam no pulmão e podem causar doenças”, explicou.

Segundo a especialista, o sistema respiratório humano é preparado para receber ar limpo, e qualquer substância diferente pode provocar danos. Entre os principais riscos estão doenças pulmonares, dependência química e até quadros graves de insuficiência respiratória.

Um dos problemas apontados é a presença de nicotina em níveis muitas vezes desconhecidos. “Não sabemos exatamente a quantidade de nicotina presente nesses dispositivos, o que pode aumentar ainda mais o risco de dependência”, destacou.

Além disso, o uso do vape pode causar lesões pulmonares, incluindo uma condição conhecida como “pulmão de pipoca”, além da doença chamada EVALI, associada ao uso de cigarros eletrônicos e que pode exigir internação em UTI.

A popularização entre adolescentes, segundo a médica, está ligada ao marketing e à falsa ideia de que o produto é menos prejudicial. Sabores e odores disfarçados também contribuem para essa percepção equivocada.

A especialista alerta ainda que muitos pais não percebem o uso, já que os dispositivos são usados de forma discreta e adquiridos clandestinamente.

O principal conselho, segundo a médica, é evitar o uso. “O vape não é inofensivo. Ele causa danos importantes à saúde, especialmente em jovens que ainda estão em fase de desenvolvimento”, afirmou.