Caso Davi: promotor cita caso do goleiro Bruno ao falar em ocultação de cadáver
Pai da vítima passou mal novamente e precisou ser retirado da sala
Teve início, nesta terça-feira (5), o segundo dia de julgamento dos quatro ex-policiais militares acusados de torturar, sequestrar, manter em cárcere privado, assassinar e ocultar o corpo de Davi Cícero Lourenço da Silva. Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos devem ter as sentenças definidas ainda hoje, após a decisão dos jurados.
A sessão começou com novo mal-estar do pai da vítima, Cícero Lourenço da Silva, que precisou ser retirado do plenário e atendido por equipe médica. O episódio ocorreu após o promotor de Justiça Thiago Riff mencionar que o corpo de Davi segue desaparecido, ponto central da acusação e motivo recorrente de cobrança por parte da família.
Em sua fala, o promotor rebateu a tese de que a ausência do corpo inviabilizaria a comprovação do crime. Segundo ele, esse argumento costuma ser utilizado pela defesa, mas não impede a responsabilização. Para sustentar a afirmação, citou casos semelhantes, entre eles o do ex-goleiro Bruno, condenado pela morte de Elisa Samudio, mesmo sem a localização do corpo.
O representante do Ministério Público também afirmou que não se pode presumir que a vítima esteja viva apenas pela ausência de restos mortais. Disse ainda que a expectativa da família pelo retorno de Davi não se sustenta diante das circunstâncias do caso.
Durante a sustentação, Riff mencionou a morte de Raniel, uma das testemunhas do processo. Ele afirmou que o homem chegou a deixar o estado, retornou e foi assassinado três dias após a abordagem que resultou na morte de Davi. Também destacou que o crime ocorreu 48 horas depois de Raniel ter deixado o Programa de Proteção a Testemunhas.
O promotor apresentou ainda trechos da investigação e disse que houve dificuldade para reunir testemunhas, em razão do medo. Segundo ele, o receio estaria relacionado ao fato de os acusados serem policiais militares. Citou que, mesmo nesse contexto, Raniel reconheceu quatro integrantes da guarnição ao analisar um conjunto de 62 fotografias, em depoimento prestado quando se sentia protegido pelas autoridades.
O julgamento segue em andamento no Fórum de Maceió e deve ser concluído ainda nesta terça-feira (5).
Últimas notícias
Vereadora que defende causa animal recebe caixa com cachorro morto
Confira os números da Lotofácil 3729 sorteados hoje (7/7)
Francisco Sales cobra mudança na saúde e critica gestão estadual
Rio Largo inicia entrega do maior fardamento escolar da sua história
AMA e Focuarte discutem ações para fortalecer a cultura nos municípios
Prefeitura promove sessão especial de cinema para 500 crianças atendidas pelo SCFV
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
