Justiça

Justiça nega pedido de prisão preventiva de casal investigado pela morte da esteticista Cláudia Pollyane

A juíza Fabíola Melo Feijão manteve a decisão anterior

Por 7Segundos 13/05/2026 14h02
Justiça nega pedido de prisão preventiva de casal investigado pela morte da esteticista Cláudia Pollyane
Cláudia Pollyane Farias de Sant Anna, de 41 anos, morreu dentro de uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro - Foto: Reprodução / Instagram

A Justiça rejeitou o recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) que pedia a prisão preventiva de Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, casal investigado pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna. Eles são proprietários de uma comunidade terapêutica localizada em Marechal Deodoro e já estão presos por suspeitas de tortura e estupro contra outros internos da instituição.

No recurso, o MPAL argumentou que Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna procurou a comunidade em busca de tratamento para dependência química, acreditando que receberia acolhimento e assistência adequada. Porém, de acordo com o órgão, a esteticista teve seus direitos violados dentro da instituição, em uma situação considerada incompatível com a proposta de cuidado e recuperação oferecida.

Apesar das alegações, a juíza Fabíola Melo Feijão manteve a decisão anterior e entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos acusados neste processo. Eles são réus no caso.

Na avaliação da juíza, a petição do MPAL estava fortemente baseado na repercussão social do caso, sem comprovação de riscos concretos, como ameaça às testemunhas ou possibilidade de fuga.

Segundo a denúncia, Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição respondem por homicídio qualificado, tortura e cárcere privado qualificado. As defesas dos dois negam as acusações.

A tia da vítima, Soraya Pollyanne dos Santos Farias, também é ré no processo por cárcere privado. O Ministério Público sustenta que ela teria atuado em conjunto com os demais acusados para manter Cláudia internada contra a própria vontade. A defesa dela também contesta as acusações.