Dona de clínica tem habeas corpus negado após morte de esteticista em Marechal Deodoro
Acusada segue presa enquanto a Justiça define a vara responsável pelo julgamento
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas negou, nesta quarta feira (4), o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Jéssica da Conceição Vilela, proprietária da clínica Luz e Vida, onde a esteticista Cláudia Pollyanne Faria de Sant Anna, de 41 anos, morreu durante internação. A decisão mantém a acusada presa enquanto o processo segue os trâmites judiciais. Ela também é esposa de Maurício Anchieta, que permanece recluso.
Jéssica responde por estupro, por omissão, tortura e outros crimes considerados graves. A negativa do habeas corpus foi recebida com alívio por grupos que acompanham o caso e defendem punição rigorosa aos responsáveis.
A repercussão do caso aumentou após a divulgação do laudo que apontou insuficiência respiratória aguda e traumatismo craniano como causa da morte de Cláudia. O exame identificou edema cerebral e lesões em diferentes estágios de cicatrização, sugerindo agressões anteriores durante o período de internação.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e indicou o dono da clínica pelo crime de homicídio doloso. Agora, a Justiça analisa qual vara ou comarca tem competência legal para receber o processo, medida considerada essencial para garantir a validade dos atos e evitar nulidades.
Em nota, amigos e apoiadores de Cláudia afirmaram que seguem acompanhando o caso e reforçaram que crimes dessa gravidade não podem ficar impunes.
Leia a nota na íntegra
Recebemos com profundo alívio a decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que negou o Habeas Corpus solicitado por Jéssica Vilela, ré por estupro por omissão, tortura e outros crimes, e proprietária da Clínica Luz e Vida — local onde nossa querida Cláudia Pollyanne foi brutalmente assassinada. Para os amigos esta decisão reafirma que um crime dessa gravidade não pode, em hipótese alguma, permanecer impune.
Cláudia e outros internos foram submetidos a torturas, ameaças e diferentes formas de violência dentro daquele espaço que deveria oferecer tratamento e acolhimento. O sofrimento enfrentado por cada uma dessas vítimas não pode ser esquecido, e o avanço da Justiça representa um passo fundamental para que a verdade continue vindo à tona.
Agradecemos aos desembargadores que compõem a Câmara Criminal — Des. Ivan Vasconcelos Brito Junior (presidente), Des. João Luiz Azevedo Lessa e Des. Domingos de Araújo Lima Neto — pela condução responsável do julgamento. O Des. Tutmés Airan, que também compõe o colegiado, encontra-se de férias.
Neste momento, a Comissão acompanha com expectativa a definição da Justiça sobre qual vara ou comarca detém competência legal para dar prosseguimento ao inquérito já concluído sobre o assassinato de Cláudia Pollyanne. Essa definição é essencial para garantir que o processo siga seu trâmite na instância correta, assegurando validade jurídica aos passos seguintes e evitando qualquer risco de nulidade.
Seguimos unidos, vigilantes e comprometidos para que Cláudia e todas as vítimas tenham, finalmente, a Justiça que merecem. Justiça que tarda machuca — mas não pode falhar.
Últimas notícias
EUA e Irã negociam na Suíça em meio ao impasse com Israel no Líbano
Petrúcio Amorim desabafa sobre tentativa de retirá-lo da programação de evento durante show
Morre Robson Barros, ex-paquito da Xuxa, aos 57 anos
Motorista perde o controle e carro derruba telhado de casa em Arapiraca
Idoso fica ferido na cabeça após cair em cisterna desativada de São Sebastião
Acidente de moto deixa vítima fatal em Lagoa da Canoa
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
