Detalhe em cadeira usada por Xi em reunião com Trump chama a atenção
O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Pequim, marcado por disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas
Um vídeo do encontro entre o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Pequim, viralizou nas redes sociais após internautas apontarem uma possível estratégia visual usada durante a recepção oficial.
As imagens mostram Xi sentado em uma cadeira, aparentemente, mais alta durante a sessão de fotos ao lado de Trump. A diferença entre os assentos chamou a atenção porque, apesar de Trump ter cerca de 1,90 metro, e Xi, aproximadamente, 1,80 metro, o líder chinês acabou parecendo visualmente mais alto diante das câmeras.
Usuários nas redes sociais observaram que o assento reservado ao presidente norte-americano era mais baixo, o que obrigava Trump a manter os joelhos mais dobrados e uma postura mais curvada. Já Xi aparecia sentado de forma mais ereta, transmitindo uma imagem considerada por muitos como mais dominante durante o encontro.
A repercussão rapidamente ganhou força. Aliados e apoiadores de Trump acusaram o governo chinês de tentar constranger o republicano de maneira simbólica durante a visita oficial.
Já usuários chineses elogiaram a postura de Xi Jinping e interpretaram a cena como uma demonstração de força diplomática diante dos Estados Unidos.
O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Pequim, marcado por disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas.
Nos últimos anos, os dois países intensificaram embates relacionados a tarifas, semicondutores, influência militar e protagonismo econômico global.
Encontro entre Xi e Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou Pequim após uma visita de dois dias dizendo que havia fechado “acordos comerciais fantásticos, ótimos para os dois países”. Não há detalhes, no entanto, sobre o que as duas superpotências concordaram em fazer.
Trump chegou para uma cúpula de alto risco com o líder chinês Xi Jinping na última quarta-feira (13/5), acompanhado por vários CEOs. Era uma delegação empresarial de alto nível que abrangia os setores de agricultura, aviação, veículos elétricos e chips voltados à inteligência artificial.
Comércio estava no topo das prioridades, apesar das recentes tensões sobre a guerra no Irã, e as empresas esperavam acordos importantes, bem como uma extensão da trégua tarifária, que deve expirar em novembro.
A visita foi definida por uma retórica calorosa e por simbolismo. Trump foi cortejado por uma guarda de honra, um banquete e um convite para o complexo onde os líderes do Partido Comunista da China vivem e trabalham.
O presidente norte-americano pareceu impressionado e convidou Xi para visitá-lo na Casa Branca em setembro. Ele disse que as negociações foram “muito bem-sucedidas”, enquanto Xi chamou a visita de “histórica” e um “divisor de águas”.
Mas nenhum dos lados anunciou avanços comerciais ou negócios significativos.
O presidente Trump, no entanto, falou com repórteres a bordo do Air Force One e disse que a China concordou em comprar 200 jatos da Boeing, com um potencial compromisso de comprar outros 750 aviões.
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