Economia

Dia dos Namorados deve injetar R$ 40,4 milhões na economia de Maceió

De acordo com a pesquisa do Instituto Fecomércio AL, 55,2% dos entrevistados devem presentear na data e 58,4% pretendem celebrar o amor

Por 7Segundos, com Assessoria 05/06/2026 15h03
Dia dos Namorados deve injetar R$ 40,4 milhões na economia de Maceió
Flores continuam sendo muito procuradas para o Dia dos Namorados - Foto: Isac Silva/7 Segundos

Em tempos de inflação, os apaixonados vão manter a tradição de celebrar Dia dos Namorados, mas com um orçamento mais controlado, segundo aponta a Pesquisa de Intenção de Compras divulgada nesta sexta-feira (5) para a data realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), por meio do Instituto Fecomércio AL. A entidade projeta a injeção de R$ 40,4 milhões na economia da capital alagoana, uma queda de 2,76% comparado aos R$ 41,5 milhões registrados no ano passado.

De acordo com o levantamento, 55,2% dos entrevistados devem presentear na data e 58,4% pretendem comemorar com o amado. Em comparação a 2025, houve aumento de 1,2 ponto percentual (p.p.) na intenção de comprar presentes, saindo de 54% para 55,2%, e de 2,7 p.p. para as comemorações, saltando de 55,7% para 58,4%.

Embora estes indicadores tenham aumentado, a projeção dos gastos permaneceu praticamente estável em relação à compra de produtos, já que o tíquete médio aumentou apenas 0,36% e ficou em R$ 162,73 quando, em 2025, foi de R$ 162,14; e recuou -7,11% em relação às comemorações, com o tíquete médio sendo estimado em R$ 126,98 este ano, frente aos R$ 136,70 de 2025. Neste contexto, dos R$ 40,4 milhões estimados, R$ 22,1 milhões serão investidos em presentes e R$ 18,3 milhões nas comemorações.

No geral, o comportamento do consumidor demonstra cautela com os gastos e explica a redução do volume financeiro. Mesmo com esse movimento, a data é bem aguardada pelo varejo de bens e serviços. “O Dia dos Namorados tem forte presença no comércio, pois além do apelo emocional, é uma data comemorada por casais de todas as idades e de diferentes vínculos. Assim, sinaliza o fechamento do primeiro semestre com uma boa oportunidade de aumentar as vendas, tanto de produtos, quanto de serviços”, ressalta o presidente da Fecomércio, Adeildo Sotero.


Consumidores manterão a preferência por itens de vestuário

Dos R$ 40,4 milhões estimados para movimentar a economia da capital, R$ 22,1 milhões serão investidos em presentes e, R$ 18,3 milhões, nas comemorações. Assim como nos anos anteriores, os itens de vestuários e acessórios serão os mais procurados (27,5%), seguidos por calçados (16,6%), acessórios de beleza, perfumes e cosméticos (11,5%), bolsas e carteiras (11%), flores (8,3%), chocolates (7,2%), joias e bijuterias (6,1%) e cestas de café da manhã (1,9%), dentre outras opções. Em relação às quantidades, a maioria (72,9%) vai comprar um produto, mas há que pretenda adquirir em dois (24,1%), três (2,9%) ou mais itens.

Com 24,7%, a faixa de preço com mais investimento será entre R$ 151 a R$ 200. A qualidade (37,5%), as promoções (23,5%) e os preços baixos (22,1%) serão os atrativos para os consumidores. Em relação aos locais, shoppings lideram com 46,4% da preferência. O segundo lugar que geralmente é ocupado pelo Centro de Maceió (20,3%), neste ano foi assegurado pelo e-commerce, com 21,2%. Comércio de bairro (6,7%), supermercados (3,2%) e feiras (2,3%).

O cartão de débito (27%) e o Pix (26,7%) serão os meios de pagamento mais recorrentes, seguidos pelo parcelamento no cartão de crédito (21,6%), pelo dinheiro (12,7%) e pelo rotativo do cartão de crédito (12%).

Entre os casais que irão comemorar, os restaurantes (38,4%), a casa (28,1%) e os shoppings (9%) serão os locais preferidos. Quanto aos valores, as faixas compreendidas entre R$ 51 e R$ 100 (17,6%), R$ 151 e R$ 200 (19,8%) e R$ 101 e R$ 150 (18%) estarão entre os gastos.

Ainda segundo o Instituto Fecomércio, 44,8% dos entrevistados não irão presentear. Desse total, 64,1% disseram não ter a quem presentear, 19,5% afirmaram não possuir o hábito de presentear na data e 6,8% preferem comemorar de outra forma. Outros motivos apontados foram cautela nas compras (5,5%), endividamento (3,2%) e desemprego (0,9%).