Economia

[Vídeo] Procura por milho ainda é tímida em Maceió, mas expectativa cresce para o São João

Com preços estáveis, comerciantes aguardam aumento da procura por milho nos próximos dias

Por Giulianna Albuquerque com Danielle Ferro 11/06/2026 17h05 - Atualizado em 11/06/2026 17h05
[Vídeo] Procura por milho ainda é tímida em Maceió, mas expectativa cresce para o São João
Santo Antônio aquece expectativa para vendas de milho - Foto: Reprodução

O Dia de Santo Antônio, celebrado nesta sexta-feira (13), marca o início das comemorações mais intensas do período junino e reforça tradições que fazem parte da cultura nordestina. Nas feiras e mercados, o milho já ocupa lugar de destaque entre os produtos mais procurados nesta época do ano. No entanto, a movimentação ainda é considerada abaixo do esperado por alguns comerciantes.

Em entrevista ao 7Segundos, nesta quinta-feira (11), o vendedor de milho Bruno Laerte afirma que a expectativa era de um fluxo maior de consumidores na véspera da data, principalmente por coincidir com um ano de Copa do Mundo. “A gente esperava um movimento maior, porque é ano de Copa. Geralmente são várias festas, mas ainda estamos vendo que o movimento está meio fraco. Estamos com esperança de um movimento melhor amanhã”, destacou.

Segundo o comerciante, muitas pessoas têm procurado informações sobre os preços, mas poucas efetivamente realizam a compra. “As pessoas ainda estão vindo sondando os preços. Vem muita gente perguntar quanto custa uma mão, 10 espigas, 20 espigas, mas é só sondagem mesmo. Passam de carro, perguntam o preço e seguem viagem”, explicou.

Apesar da procura ainda tímida, os preços permanecem estáveis em comparação ao ano passado, favorecidos pela boa safra impulsionada pelas chuvas. “Os valores não mudaram muito. Continuam variando entre R$ 50 e R$ 60 a mão. Tenho também um milho mais maduro, próprio para canjica e pamonha, que custa cerca de R$ 40 a mão. Vai do gosto do cliente”, afirmou Bruno.

Conhecido como o Santo Casamenteiro, Santo Antônio abre o ciclo dos três santos juninos e marca o início dos preparativos para o São João. Nesse período, receitas tradicionais à base de milho, como canjica, pamonha e milho cozido, ganham espaço nas mesas dos alagoanos.

Para Bruno Laerte, os pratos típicos e as tradições continuam sendo parte essencial da festa. “Meu São João não pode faltar comida típica, justamente o milho cozido, uma canjica, uma pamonha boa. E também uma fogueira. Eu vejo que essa tradição diminuiu um pouco após a pandemia, mas quem gosta de São João mesmo gosta de uma boa fogueira”, comentou.

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