Polícia

Maconha e animais silvestres: o que foi encontrado na Operação Watergate em AL

Corujas, araras, papagaios e uma cobra estavam em imóveis ligados aos alvos

Por Erick Balbino/7Segundos 15/06/2026 10h10 - Atualizado em 15/06/2026 10h10
Maconha e animais silvestres: o que foi encontrado na Operação Watergate em AL
Animais silvestres encontrados na Operação Watergate tinham documentação regular, aponta BPA - Foto: Assessoria/MPAL

Corujas, araras, papagaios, uma cobra, duas armas de fogo e uma estufa utilizada para o cultivo de maconha estão entre os materiais encontrados durante o cumprimento dos mandados da Operação Watergate, deflagrada nesta segunda-feira (15), em Alagoas.

De acordo com o Ministério Público de Alagoas (MPAL), os animais silvestres foram localizados em dois endereços ligados aos investigados: a residência de um dos suspeitos e uma empresa alvo da operação. Diante da situação, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) foi acionado para verificar a procedência dos espécimes e analisar a documentação apresentada pelos responsáveis.

Após a conferência dos registros e das autorizações emitidas pelos órgãos competentes, foi constatado que os animais possuíam cadastro regular para criação e manutenção em cativeiro. Por esse motivo, corujas, araras, papagaios, a cobra e os demais espécimes permaneceram nos locais e não foram apreendidos.

Além dos animais, as equipes encontraram documentos, duas armas de fogo e uma estufa utilizada para o cultivo de maconha durante as diligências realizadas nos imóveis alvos da operação.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados judiciais no âmbito da Operação Watergate, que investiga um suposto esquema de sonegação fiscal, fraude tributária e lavagem de bens envolvendo empresas do setor de água mineral. Segundo os órgãos responsáveis pela ação, o prejuízo causado aos cofres estaduais é estimado em cerca de R$ 49 milhões.

A operação reúne integrantes do Ministério Público de Alagoas, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), além da Polícia Civil, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Polícia Militar e Departamento Estadual de Aviação (DEA).

O nome da operação faz referência ao termo em inglês "Watergate", traduzido como "Portão d'Água", em alusão à atividade econômica do grupo empresarial investigado, ligada à exploração, envase e comercialização de água mineral.