Polícia

[Vídeo] Suspeito de feminicídio a marteladas diz que agiu após ver vídeo de traição

Delegado detalha que vítima foi encontrada ao lado de martelo com vestígios de sangue; homem confessou o crime e já respondia por agressões anteriores

Por Giulianna Albuquerque com Danielle Ferro 22/06/2026 18h06 - Atualizado em 22/06/2026 18h06
[Vídeo] Suspeito de feminicídio a marteladas diz que agiu após ver vídeo de traição
Delegado Flávio Dutra - Foto: Reprodução/Vídeo

O delegado Flávio Dutra contou, em entrevista ao 7Segundos, nesta segunda-feira (22), detalhes da prisão do homem suspeito de matar a companheira a marteladas em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas. O investigado foi localizado em Joaquim Gomes após ação integrada das forças de segurança e denúncias de populares.

Segundo o delegado, a polícia foi acionada após uma vizinha encontrar a vítima caída ao solo, em uma cena de extrema violência. “Recebemos a informação por meio de uma vizinha de que uma mulher havia sido agredida pelo seu companheiro”, contou Flávio Dutra.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram um martelo próximo ao corpo da vítima, que apresentava ferimentos graves na cabeça. “A vizinha encontrou a vítima caída ao solo. Ao lado dela tinha um martelo com pedaços de cabelo e vestígios da massa craniana”, relatou o delegado.

As buscas pelo suspeito se estenderam por diferentes cidades até que ele fosse localizado em Joaquim Gomes, onde acabou reconhecido por moradores e preso pela polícia.

O delegado contou ainda que o homem teria confessado o crime durante o interrogatório. “Ele afirma que passaram o dia bebendo e que, após ver um vídeo de uma suposta traição, se enfureceu”, disse.

Flávio Dutra destacou também que o investigado já era conhecido por episódios anteriores de violência contra mulheres. “Ele é acostumado a agredir mulheres, inclusive já chegou a usar chicotes contra a vítima”, contou o delegado.

Segundo ele, o homem já respondia por outros registros de lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha, em Alagoas e Sergipe. “Tem outros procedimentos por lesão corporal na Lei Maria da Penha, em Sergipe e em Alagoas”, explicou.

O caso é investigado como feminicídio e segue em andamento, com a polícia aguardando laudos periciais que devem detalhar a dinâmica das agressões e confirmar oficialmente a causa da morte.

O delegado também reforçou a importância das denúncias da população para interromper ciclos de violência doméstica antes que evoluam para crimes mais graves.

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