Polícia

Áudios revelam que caso em União dos Palmares foi provocado por fofoca

Enfermeira foi esfaqueada pela colega de trabalho

Por 7Segundos 19/08/2026 11h11
Áudios revelam que caso em União dos Palmares foi provocado por fofoca
As duas enfermeiras brigaram em via pública - Foto: Reprodução

Áudios enviados entre as duas enfermeiras revelam que a briga, que resultou na tentativa de homicídio contra Adhara Ferreira dos Santos, foi provocada por fofoca. O caso foi registrado na noite desta terça-feira (18), no município de União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas.

Uma câmera de monitoramento flagrou o momento do ataque na cidade do interior alagoano. As imagens mostram as duas discutindo na via pública, na frente da casa da mãe da vítima. Em seguida, elas começam a brigar, e a enfermeira Dayane Santos esfaqueia a colega Adhara Ferreira dos Santos.

O primeiro áudio foi enviado pela suspeita Dayane Santos. “Ó Adhara, se tem uma coisa que eu não tenho tempo, é de ver quem ri, quem não ri de mim, sabe por quê? Porque minha vida é trabalhada da hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir, entendeste? Ninguém me dá nada, ninguém me dá um centavo. Eu não sou sustentada por macho, eu não sou sustentada por pai. Eu não moro na casa de mãe, eu não moro na casa de pai, entendeste?”, disse.

Dayane Santos prossegue. “Eu sou não sustentada por vereador, por prefeito, por ninguém mim, entendeu? Tudo o que eu conquisto é na minha raça, absolutamente na minha raça. Então eu não tenho nada a ver com quem fala de mim por trás, com quem ri de mim, com quem fala de mim por trás. O negócio é vir falar na minha frente, entendeste?”, falou.

Em seguida, ela questiona Adhara sobre a fofoca. “Agora eu queria que você falasse qual é o ciclo de fofoca, me diga! Você diz tanto que tem tanto a falar sobre... Ah, eu tenho coisas para conversar com você, mas... O que acontece? Na hora do vamos ver, você só quer falar quando tá na frente dos outros. Ah, quando eu fui falar naquele dia... Tu lembra do Chimbras, que eu disse: 'Não, eu vou trabalhar com a segurança'? Tú tá passando fome? minha filha! Passar fome... É... Quem não tem, minha filha, quem passa fome é quem não tem, é... Com quem... Com quem se manter, ou com quem é mantida por alguém!”, ressaltou.

“Eu, graças a Deus, trabalho de noite para me sustentar. Minha casa, eu comprei trabalhando. Eu... É... Reformei trabalhando, entendeu? Eu fiz tudo trabalhando! Não foi nada que ninguém me deu, não! E eu tenho 28 anos e não dependo de pai de mãe e de nada, nem para pagar minha faculdade”, destacou Dayane Santos.

Logo na sequência, Adhara Ferreira dos Santos retruca. “Isso aí, ó: bola para frente! Agora eu quero saber, é... O que foi que aconteceu. Eu quero que você me conte, porque você só fala na frente dos outros. Mas quando está cara a cara, quando você foi buscar as máscaras na minha porta, você falou alguma coisa? Você não falou! O negócio é que você fala, no meio do evento você veio falar! Naquele dia eu estava no Chimbras você veio falar, quando estava na frente da minha prima. Agora por que na minha frente sozinha você não fala? Eu acho incrível!”, frisou a vítima.

“Agora entenda, entendeu? Eu não tenho tempo de quem fala de mim por trás. Ah, como você disse: 'Ah, você dá valor a quem fala de você por trás, e eu lhe defendo'. Me defende de quem? Me defende de quê? Você diz que tem tanto para me falar e você não fala? Eu fico incrédula com isso! Oxe!”, reclamou Adhara.

“Entenda de uma vez por todas: eu não tenho tempo! Eu trabalho da hora que eu acordo até a hora que eu vou dormir. Sabe que horas eu paro de vender? 11 horas da noite! Tu lembra quando tu falou que a... Aquele... Aquela tua fala... É... É escrota.. Foi escrota, que até a minha prima do lado perguntou: 'Quem é essa?'. Pelo jeito que tu falou, entendeste? Aí eu queria saber", finalizou o áudio.

A Polícia Militar foi acionada para a ocorrência. Os policiais foram até a residência onde mora a suspeita, mas ela não estava no imóvel. Buscas foram realizadas, mas até a manhã desta quarta-feira (19) ela não foi localizada. 

A vítima sofreu três golpes de arma branca, que atingiram o abdômen, o braço e a região da mama. A mulher ferida foi encaminhada para o Hospital Regional da Mata (HRM). Ela chegou a ser internada na ala vermelha da unidade hospitalar, mas teve uma melhora e o estado de saúde é considerado estável.