Polícia

Protesto cobra Justiça por adolescente de Palmeira morto em atropelamento em Maceió

Atletas, familiares e amigos de Ruan Wilson protestaram no local onde jovem de 15 anos foi atingido há uma semana

Por Erick Balbino 02/09/2026 07h07 - Atualizado em 02/09/2026 07h07
Protesto cobra Justiça por adolescente de Palmeira morto em atropelamento em Maceió
Manifestação cobra justiça pela morte de adolescente em Maceió - Foto: Reprodução

Atletas, familiares e amigos de Ruan Wilson realizaram uma manifestação na noite desta terça-feira (1º), na Avenida Durval de Góis Monteiro, em Maceió. O ato ocorreu exatamente uma semana após o adolescente, que tinha apenas 15 anos, ser atropelado e morrer no mesmo local.

A mobilização foi liderada pelo pai de Ruan, o lutador profissional Pedro Wilson, que voltou a cobrar Justiça pela morte do filho e pediu que as circunstâncias do atropelamento sejam rigorosamente esclarecidas pelas autoridades. Durante a manifestação, familiares e amigos relembraram o adolescente e defenderam a responsabilização do motorista envolvido na colisão. O grupo também chamou atenção para os questionamentos apresentados pelo pai sobre a atuação policial após o acidente.

Em entrevista concedida anteriormente, Pedro Wilson afirmou que testemunhas teriam relatado que o motorista estava em alta velocidade e apresentava sinais de embriaguez após descer do veículo. Segundo ele, o semáforo estaria fechado para os veículos no momento em que Ruan atravessava a via. O pai também questionou por que o condutor não teria sido submetido ao teste do bafômetro e levado imediatamente à delegacia.

Pedro chegou a pedir uma investigação sobre a atuação das equipes da Polícia Militar que atenderam a ocorrência. Para ele, eventuais irregularidades no atendimento também precisam ser esclarecidas.

PM nega liberação no local

A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL), entretanto, negou que o motorista tenha sido liberado no local do acidente. Em nota enviada anteriormente, a corporação informou que a guarnição cumpriu os protocolos operacionais e acompanhou o condutor até a Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi registrada.

A PM também esclareceu que, depois da apresentação dos envolvidos à autoridade policial, eventuais desdobramentos relacionados à liberação do motorista passaram a ser de competência da Polícia Civil.

A corporação acrescentou que a apuração da dinâmica do acidente, incluindo a possível embriaguez ao volante e o eventual avanço do sinal, também cabe à Polícia Civil.

As investigações sobre a morte de Ruan Wilson estão sendo conduzidas pela Polícia Civil de Alagoas. O objetivo é esclarecer as circunstâncias da colisão e verificar eventual responsabilidade criminal pelo atropelamento.

Para a família, a manifestação desta terça-feira representa uma forma de manter o caso em evidência e pressionar pela conclusão das investigações. O pai de Ruan reforçou que, embora nada possa trazer o filho de volta, espera que a Justiça seja feita e que as circunstâncias da morte do adolescente sejam devidamente esclarecidas.