[Vídeo] Cão-guia acompanha dono autista durante formatura em Direito
Registros do meliante divertiram internautas
O advogado e influenciador Jhon Polanski, autista nível 2 de suporte, compartilhou nas redes sociais um registro de sua formatura acompanhado de Yoda Sheldon, seu cão de assistência da raça American Staffordshire Terrier.
Durante a cerimônia, o animal percebeu que o tutor estava nervoso e ficou atento para saber se ele precisava de auxílio. "Deu um show de obediência", elogiou Polanski.
Ele, que afirmou ter sido o primeiro autista do Unicesusc, em Florianópolis/SC, a se tornar advogado, aparece no vídeo de beca e fones de ouvido, enquanto o companheiro permanece deitado aos seus pés.
“Yoda percebeu que eu estava nervoso e perguntou com um olhar se eu precisava dos cuidados dele.”
O advogado, então, respondeu ao animal por meio de um sinal, indicando que estava tudo bem.
“Fiz o sinal de que estava tudo bem e ele voltou a relaxar.”
O advogado Jhon Polanski, autista nível 2 de suporte, compartilhou um registro de sua formatura ao lado de Yoda Sheldon, seu cão de assistência. Durante a cerimônia, o animal percebeu que o tutor estava nervoso e ficou atento para auxiliá-lo. pic.twitter.com/3R05nuHgC2
— Migalhas (@PortalMigalhas) September 3, 2026
Formação de um cão de serviço
Nas redes sociais, onde reúne mais de 350 mil seguidores, o advogado compartilha conteúdos sobre autismo, inclusão e sua rotina com Yoda.
Em uma de suas publicações, Polanski explicou que recebe muitas perguntas sobre como ter um animal como o seu e ressaltou que o processo exige preparação específica.
“Não é tão simples ter um cão de serviço.”
Segundo o advogado, cães-guia, cães de assistência, cães de serviço e cães de alerta médico não se confundem com animais de estimação comuns.
“O cão deve ser de raça definida e possuir pedigree, sendo escolhido ainda na ninhada, de acordo com critérios técnicos e normas internacionais aplicáveis à respectiva categoria. Não se trata de adestramento convencional, mas de treinamento especializado, conduzido por profissional devidamente habilitado e credenciado.”
Polanski afirma que a documentação também deve detalhar a necessidade do animal e sua identificação.
“É necessário laudo médico específico, no qual constem a necessidade do cão, a raça do animal, o número do microchip, o código do pedigree, o nome e a identificação documental do treinador, a legislação aplicável e a comprovação de que o cão está devidamente treinado ou em processo regular de treinamento.”
Segundo ele, o processo deve ser iniciado antes do animal completar seis meses.
“A formação não acontece de um dia para o outro: durante os dois primeiros anos, o cão deve ser treinado diariamente. Ao final, precisa ser submetido a uma avaliação pública para demonstrar sua aptidão, somente então sendo expedidas as respectivas credenciais.”
Ao resumir as exigências, o advogado reforçou que a preparação vai além da identificação visual do animal.
“Portanto, não basta colocar um colete no animal ou afirmar que ele presta apoio emocional. A formação de um cão de serviço envolve responsabilidade, investimento, acompanhamento técnico, treinamento contínuo e cumprimento de requisitos rigorosos.”
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