Justiça

‘Espero que justiça seja feita’, pede filha de vítima no júri de Sérgio Praxedes

Réu é acusado de matar duas pessoas ao dirigir na contramão, em julho de 2021, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió

Por Maria Villanova 28/09/2026 11h11 - Atualizado em 28/09/2026 11h11
‘Espero que justiça seja feita’, pede filha de vítima no júri de Sérgio Praxedes
Acidente aconteceu em julho de 2021, com duas mortes e uma pessoa ferida. - Foto: Reprodução/ Vídeo

O Tribunal do Júri de Maceió deu início, na manhã desta segunda-feira (28), ao julgamento de Sérgio Praxedes dos Santos Junior, acusado de ter provocado um acidente de trânsito que resultou na morte de dois homens e deixou uma mulher ferida. A sessão acontece no Fórum do Barro Duro, sob forte comoção.

O caso aconteceu na manhã de 23 de julho de 2021, na Avenida Fernandes Lima, em Maceió. Conforme o processo, o acusado conduzia o seu veículo na contramão, quando colidiu com duas motocicletas. O condutor da primeira moto, Pedro Alves de Souza Júnior, faleceu no local.

“O rapaz veio na contramão e eu comecei a acenar dizendo ‘pare, é contramão’. Mas não teve jeito. Um carro desviou e logo em seguida houve a colisão. Um rapaz caiu perto do meu estabelecimento, já morto. Ele foi arremessado, voou e já caiu morto”, contou uma das testemunhas no julgamento.

A segunda vítima fatal foi José Cícero da Silva, que estava em outra moto, com a esposa, Quitéria Gonçalves. Ele chegou a ser socorrido, mas acabou não resistindo. Já a mulher hoje vive em Minas Gerais, e enfrenta sequelas do acidente. Bastante emocionada, ela prestou depoimento por teleconferência, já que hoje reside em Minas Gerais com um filho.

A denúncia apontou que Sérgio Praxedes havia consumido bebidas alcoólicas na noite anterior. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro no momento da ocorrência, mas a embriaguez foi atestada por laudo médico e pelo depoimento de testemunhas. Uma delas, em depoimento nesta manhã, alegou que ele “estava cambaleando”.

“Espero que Justiça seja feita, porque o que Sérgio Praxedes fez não foi um equívoco, ele assumiu a responsabilidade. Ele destruiu duas famílias”, desabafou Lídia Michele, filha de José Cícero, momentos antes do início da sessão.

O caso segue durante todo o dia, onde serão ouvidas as testemunhas e analisada as imagens. O julgamento é presidido pelo magistrado Eduardo Nobre, titular da 8ª Vara Criminal da Capital.