Promotoria rebate versão de Sérgio Praxedes e pede condenação por homicídio doloso
Réu alega ter tido sono devido a remédio, mas condenação refuta tese e sustenta que risco foi assumido após consumo de álcool; Atropelamento, ocorrido em 2021 matou duas pessoas e deixou uma ferida
O julgamento de Sérgio Praxedes, iniciado na manhã desta segunda-feira (28) no Fórum do Barro Duro, em Maceió, entrou na fase de debates após o interrogatório do réu e a manifestação da acusação por parte do Ministério Público do Estado. O atropelamento, ocorrido em julho de 2021, matou dois motociclistas e deixou uma mulher gravemente ferida.
Em depoimento pessoal, Sérgio alegou sofrer de insônia crônica e fazer uso de medicamentos, mas afirmou que não os havia consumido na noite do fato. Questionado sobre a garrafa de bebida encontrada em seu veículo, o réu justificou que costuma guardar vasilhames no carro para não jogá-los na rua.
Em sua sustentação, o promotor Thiago Riff rebateu o depoimento do réu, requerendo a condenação por homicídio doloso e por lesão corporal gravíssima. O integrante do Ministério Público argumentou que, no caso em questão, o condutor acessou a Avenida Fernandes Lima em velocidade superior a 65 km/h. O representante do MP também rechaçou a teoria de que a sonolência teria sido causada por medicamentos.
"Ele afirma que tem problema de insônia e agora está alegando que foi o sono. O sono de que ele fala aqui foi causado pela embriaguez; ele cochilou no carro mesmo, antes de entrar na contramão. Ele andou 227 metros na contramão, segundo o laudo. E ainda se recusou a fazer o teste do bafômetro", sustentou o promotor.
O julgamento segue para a fase de votação dos quesitos, momento em que os jurados decidirão sobre a condenação do motorista e se ele agiu ou não com dolo.
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