Politicando
Cícero Cavalcante nega rumores de que almeja vaga na Câmara Federal
Ex-prefeito disse que foco é a reeleição da filha Flávia Cavalcante para a Assembleia Legislativa
Responsável pela eleição de dois prefeitos na região Norte, uma vaga na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e uma cadeira na Câmara de Maceió, o ex-prefeito Cícero Cavalcante (MDB) nega a informação de que teria interesse em um mandato de deputado federal.
Cícero diz que o único nome da família para 2022 é o da filha, Flávia Cavalcante (MDB). “Ela vai disputar a reeleição. Fora ela, não teremos outra candidatura da família para nenhum outro cargo para as eleições do ano que vem“, explicou.
Quando questionado sobre a possibilidade de lançar o genro, vereador por Maceió Kelmann Vieira (Podemos), o ex-prefeito dos municípios de São Luiz do Quitunde e Matriz do Camaragibe foi enfático. “Ele tem uma atuação marcante em Maceió. Nós iremos apoiar para deputado federal um nome que não faz parte da nossa família”, contou.
Os boatos sobre a possibilidade de a família Cavalcante lançar um nome para a Câmara Federal surgiram após as eleições municipais de 2020, onde foram eleitos Fernanda e Fernando Cavalcante para as prefeituras de São Luiz do Quitunde e Matriz do Camaragibe, respectivamente.
Atualmente, a família é considerada uma das mais influentes da região norte de Alagoas e com poder suficiente para influenciar no resultado de qualquer eleição a nível de Estado, dispondo de 55971 votos. Matriz do Camaragibe (7.342), São Luiz do Quitunde (10.546), Maceió (8.522), e para a ALE (29.561).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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