'Não quero humanidade da Backer. Quero justiça', diz vítima da cervejaria
Ele ficou internado 71 dias e chegou a perder 11kg
Cristiano Mauro Assis Gomes, uma das vítimas do caso Backer, teve alta nesta sexta-feira (06). Ele foi vítima de intoxicação por dietilenoglicol após beber da cerveja Belorizontina. Ele deu entrada no hospital na véspera do natal passado, ficou internado 71 dias, sendo 44 deles no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Ele chegou a perder 11kg.
Após a liberação, Cristiano e sua mulher, Flávia Schayer, conversaram com a imprensa sobre a internação. Segundo ele, as mudanças foram muito impactantes. Até 19 de dezembro, ele orientava alunos de pós-graduação na Universidade Federal de Minas Gerais. Uma semana depois, seu desafio era conseguir respirar.
O professor do departamento de psicologia vai precisar fazer hemodiálise três vezes por semana, além de tomar remédios para hipertensão. Ele perdeu o movimento de alguns músculos da face, não consegue mais sorrir, por isso vai fazer uma terapia experimental com uma fonoaudióloga envolvendo lasers na tentativa de reverter o quadro. Ele também anda e fala com bastante dificuldade. Cristiano reforça seu pedido de justiça, e diz ser muito grato à equipe do hospital e sua família.
"Enquanto a Backer não nos atende, da maneira como vem fazendo, reforço meu desafio de luta. Quero ver até onde ela vai sem se sensibilizar e quando será uma empresa um pouco justa. Eu não quero dela humanidade, mas eu quero justiça. Ela é responsável por tudo o que aconteceu", disse.
Sua mulher reforçou que eles nunca receberam nenhuma assistência ao longo de todo processo. Além dos gastos com hospital, a família terá que gastar cerca de R$ 33.000 por mês com tratamentos, medicamentos, fonoaudiólogos entre outras coisas. A Backer não arcou com os custos e nunca teria prestado nenhuma assistência, antes ou depois dos bens da empresa terem sido bloqueados. Ainda segundo ela, a família sempre foi bem atendida como clientes da cervejaria, e foram ignorados como vítimas.
Flávia ainda se diz angustiada, já que seu marido sempre teve um ótimo físico, era muito saudável e era um esportista. "Ainda sou esportista, mas meu esporte agora é dar um passo", disse Cristiano.
Até o momento, a Backer não se pronunciou sobre as declarações do casal.
Ao todo, 11 casos de intoxicação já foram confirmados
Resumo do caso Backer
Uma força-tarefa da polícia investiga 38 notificações de pessoas contaminadas após consumir cerveja (seis delas morreram);
O Ministério da Agricultura identificou 53 lotes de cerveja da Backer contaminados com dietileglicol, um anticongelante tóxico;
A cervejaria foi interditada, precisou fazer recall e interromper as vendas de todos os lotes produzidos desde outubro;
Diretora da cervejaria disse que não sabe o que está acontecendo e pediu que clientes não consumam a cerveja.
Veja também
Últimas notícias
Mulher perde casas, acumula R$ 50 mil em dívidas e separa do marido por vício em apostas online
Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça 'derrotas amargas' aos EUA
Adolescente de 14 anos é apreendido suspeito de participação em homicídio na Ponta da Terra
Federalização de rodovias: obras da BR-424 devem ser concluídas em até três meses, diz Renan Filho
Motociclista fica em estado grave após acidente na Serra do Goiti, em Palmeira dos Índios
Homem é preso após agredir policiais e resistir à abordagem em Marechal Deodoro
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
