"Agora é o cidadão em primeiro lugar", diz Bolsonaro sobre Inmetro
Segundo presidente, "nada será criado para botar na conta do cidadão”
Em sua conta no Twiiter na manhã deste sábado (07) o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o Inmetro, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O presidente disse que sob nova presidência e diretoria, novos tacógrafos, taxímetros e chips, “que acarretariam custos para o consumidor, foram deixados para trás. “Agora é o cidadão em primeiro lugar. Nada será criado para botar na conta do cidadão”, afirmou.
Polêmica
No sábado de Carnaval, em uma declaração dada na frente de um supermercado no Guarujá (SP), o presidente anunciou que havia demitido toda a direção do Inmetro. “Implodi o Inmetro. Implodi. Mandei todo mundo embora. Por quê? Há poucos meses assinaram portaria para trocar tacógrafos. Em vez de ser o normal que está aí, inventaram um digital. Ele é aferido de dois em dois anos. Passaram para um. Mandei acabar com isso aí”, declarou o presidente à época depois de uma portaria editada pelo órgão determinava a troca de tacógrafos analógicos pelos digitais.
"Começou no Rio, não sei se veio para São Paulo, trocar os taxímetros. Mas por quê? Quatrocentos cada um. Os tacógrafos, 1.900. Multiplique por milhões de veículos que mexem com tacógrafos. Táxi só no Rio são 40 mil", disse.
O tacógrafo é usado para medir a distância percorrida, velocidade desenvolvida e tempos de parada e direção dos veículos. De acordo com Bolsonaro, a portaria do Inmetro iria prejudicar os taxistas. Antes mesmo da declaração do presidente, no dia 17 de fevereiro, o Diário Oficial da União já havia publicado a exoneração de Angela Flores Furtado, da presidência do órgão. Ela foi substituída pelo coronel do Exército Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior. O Inmetro é a autarquia federal responsável por executar políticas nacionais de metrologia, fiscalizar o cumprimento de normas técnicas, métodos e instrumentos de medição e unidades de medida.
Estados Unidos
O presidente brasileiro e parte de sua equipe ministerial embarcaram, neste sábado (07), para uma viagem de quatro dias a Miami, nos Estados Unidos. A agenda inclui encontros com políticos e empresários norte-americanos, assinatura de acordos e visita às instalações militares do Comando Sul, que é a unidade das Forças Armadas do país responsável pela cooperação de segurança e operações militares nos países da América Central e do Sul.
Segundo Bolsonaro, ele terá um encontro com o presidente Donald Trump. “Discutiremos ações para aprofundar a cooperação entre Brasil e EUA nas áreas comercial, econômica e de defesa. Trataremos também de novos passos para fortalecer nossa aliança na busca por um mundo mais seguro e livre”, adiantou Bolsonaro sobre o encontro com Trump.
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