Bolsonaro assinou MP sem ler por "confiança" em Guedes
Presidente disse não se conformar com a publicação da MP sem prever compensação aos trabalhadores
Depois de sofrer duras críticas do Congresso e das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro ficou "muito irritado" ao saber, na manhã desta segunda-feira (23) que uma redação "equivocada" do artigo 18 da Medida Provisória 927 definiu a suspensão do contrato de trabalho, por até quatro meses, sem pagamento de salário. O relato foi feito por interlocutores do Palácio do Planalto que tentaram, ao longo da tarde, apagar mais um incêndio provocado pelo governo no momento de pandemia do novo coronavírus.
A auxiliares, Bolsonaro teria demonstrado inconformismo com a "saraivada" de críticas recebidas especialmente do Congresso, por um erro que não seria dele. O presidente contou ter "confiado" no texto que sua equipe de governo lhe repassara para assinar. À exceção de entidades empresariais, os ataques vieram dos mais partidos, centrais sindicais e das redes sociais.
Até o início da noite não tinha circulado ainda o nome do "responsável pelo equívoco", já que cada parte envolvida na elaboração da MP tirava o seu corpo fora do problema e repassava a terceiros. Em meio ao jogo de empurra, a suspeita inicial no Palácio recaiu em "algum" setor do Ministério da Economia, possivelmente uma da secretaria da pasta.
Jair Bolsonaro disse não se conformar com a publicação da MP sem prever compensação aos trabalhadores. O "equívoco" lhe causou enormes prejuízos não só políticos, mas entre a classe trabalhadora, que se viu totalmente desprotegida e abandonada. Quando se deu conta do estrago político, Bolsonaro foi ao Twitter, no final da manhã, avisar que revogaria a medida. Naquele momento, a hashtag #BolsonaroGenocida já tinha disparado.
O presidente disse, ainda segundo os auxiliares, que não era possível deixar os trabalhadores sem qualquer proteção em uma situação crítica. Afinal, contaram, ele tem enfrentado inclusive governadores e reclamado de ações adotadas por eles que podem colocar em risco empregos e meios de sobrevivência da população.
Veja também
Últimas notícias
Caravana de Renan Filho inicia movimento político e adesão da região metropolitana em Rio Largo
Chuvas fortes causam alagamentos e deixam trânsito em situação de risco no Centro de Arapiraca
Incêndio atinge e destrói ônibus escolares na cidade de Boca da Mata
‘Rio Largo reconhece quem trabalha’, diz prefeito ao receber Renan Filho
Ônibus da banda Mastruz com Leite sai da pista e bate em árvore durante viagem ao Pará
Pra Fazer História de Novo: caravana percorre 7 cidades em apoio a Renan Filho
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
