Vacina de Oxford se mostrou segura na 1ª fase de testes, diz estudo
Pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela revista Lancet
A vacina de Oxford se mostrou segura e induziu a resposta imunue ao novo coronavírus na primeira e segunda fases de testes realizadas no Reino Unido, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (20) pela revista médica Lancet.
O estudo se refere a testes clínicos da vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford junto à empresa AstraZeneca. A terceira e última fase de testes, que irá avaliar a eficácia do imunizante em um grande número de pessoas, está em andamento no Reino Unido, Brasil e África do Sul. O imunizante é o mais avançado em termos de desenvolvimento, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Cerca de 91% dos participantes produziram anticorpos contra a covid-19 após uma dose única da vacina, afirma a pesquisa. Ainda não se sabe quanto tempo dura a resposta imune.
Entre 23 de abril e 21 de maio, 1.077 participantes foram inscritos como voluntários para receber a vacina; metade recebeu a vacina experimental e a outra metade, vacina contra meningite.
Uma pequena parcela que recebeu a vacina experimental relatou reações adversas locais e sistêmicas, que foram sanadas com uso de analgésico paracetamol profilático. Os sintomas registrados foram dor, sensação de febre, calafrios, dor muscular e dor de cabeça. Não houve registro de eventos adversos graves.
As respostas de células T, tipo de linfócito, células de defesa do sistema imunológico, atingiram o pico no 14º dia, já as respostas de IgG, anticorpos produzidos pelo corpo em contato com o vírus, aumentaram no 28º. "Esses resultados, juntamente com a indução de respostas imunes, apoiam a avaliação em larga escala dessa candidada à vacina em fase três em andamento", afirma o estudo.
A vacina é composta por adenovírus (um grupo de vírus que causam doenças respiratórias) inativados e proteínas do novo coronavírus. Associadas, as substâncias produzem uma memória de defesa no organismo.
Cerca de 2 mil voluntários em São Paulo, 2 mil na Bahia e mil Rio de Janeiro receberam a dose a partir de 20 de junho - ao todo, são 50 mil voluntários em todo o mundo. A ação é coordenada no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Além da vacina de Oxford, a vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, chegou a São Paulo nesta segunda-feira (20) e será testada a partir de terça-feira (21) em 9 mil voluntários em seis Estados brasileiros. A previsão é que ambas poderão ser oferecidas pelo SUS até junho de 2021.
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