Padre morre de Covid-19 e velório acontece com caixão aberto e aglomeração
Devido a aglomeração na cerimônia, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) recomendou que todos que estiveram presentes no velório façam teste da Covid-19 em 72 horas
Vítima fatal da Covid-19, o padre Fernando Antônio, de 37 anos, foi velado com caixão aberto na última terça-feira (22), em cerimônia de despedida realizada na Catedral Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo. O velório atraiu muitos fiéis e teve registro de aglomeração.
Devido a aglomeração na cerimônia, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) recomendou que todos que estiveram presentes no velório façam teste da Covid-19 em 72 horas.
Fernando sentiu os primeiros sintomas do coronavírus no dia 31 de maio e foi internado em 3 de junho no Hospital Santa Rita, em Vitória. No último domingo (20), o sacerdote faleceu.
De acordo com o G1, a Arquidiocese de Vitória informou que foi autorizada a realizar a cerimônia com o caixão aberto. O arcebispo Dom Dario disse que a médica que acompanhou o quadro clínico do padre permitiu que o velório fosse feito dessa forma porque ele já não estaria mais infectado pelo vírus.
Lauro Ferreira Pinto, médico infectologista, afirmou que a orientação para o velório com caixão fechado acontece em casos em que a pessoa morre com Covid-19 antes do 20º dia de infecção. “A orientação é que se tem menos de 20 dias do adoecimento, a pessoa pode transmitir o vírus, então o caixão deve ser fechado. Se a morte foi mais de 20 dias depois, não representa risco de transmissão”, explicou.
“Independente do caixão estar fechado ou aberto, se tem aglomeração a gente tem que ter cautela. Os cristãos têm seus rituais de se despedir das pessoas queridas. Seja para chorar, seja para rezar. Qualquer aglomeração nesse momento é um risco de transmissão”, alertou Lauro.
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