Queiroga: não há pressa para reduzir intervalo entre doses da vacina Pfizer
O Ministério da Saúde pondera diminuir o intervalo para 21 dias. Atualmente, o hiato é de três meses
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou, nesta terça-feira (27/7), sobre a possibilidade de reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda doses da vacina Pfizer. De acordo com ele, “isso não é um assunto que seja necessária uma tomada de decisão hoje”.
Segundo o chefe da pasta, a questão vai ser decidida em conjunto com a médica Rosana Leite de Melo, chefe da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do Ministério da Saúde. “Essas decisões são tomadas no âmbito do PNI com a secretária Rosana”, frisou.
O intervalo de 21 dias está na bula feita pela Pfizer. No entanto, o ministério adotou o espaço de 3 meses no Brasil sob a justificativa de avançar a aplicação da primeira dose. “Mas, agora, já temos uma certeza nas entregas”, ressaltou Queiroga. A previsão é que, até dezembro, mais 100 milhões de doses cheguem ao país.
Vacinação de grávidas
Além da vacinação por faixa etária, a Pfizer recebeu autorização do Ministério da Saúde para que mulheres grávidas ou no puerpério que receberam a primeira dose do imunizante AstraZeneca contra a Covid-19 possam tomar a segunda dose da farmacêutica. A medida também funciona, na falta dela, com a Coronavac.
Pfizer no Brasil
O Brasil recebe, nesta terça-feira (27/7), mais um lote de 1,053 milhão de vacinas Pfizer contra a Covid-19. Os imunizantes fazem parte da 29ª remessa enviada pela farmacêutica ao governo federal.
O carregamento deve sair do Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos (EUA), e pousar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (São Paulo). Esta é a sétima das 13 entregas diárias de 1 milhão de doses contra a Covid-19 prometidas pelo laboratório.
De acordo com a empresa, serão enviados ao Brasil um total de 13,2 milhões de unidades até 1º de agosto. A expectativa é que o Ministério da Saúde inicie a distribuição dos fármacos nas próximas semanas. Os imunizantes são produzidos no laboratório da empresa em Kalamazoo, em Michigan (EUA).
“Somados aos lotes anteriores, mais de 30 milhões de doses terão sido entregues ao governo brasileiro neste primeiro semestre de 2021”, informou a farmacêutica. Segundo a empresa, entre os meses de agosto e setembro, o país deve receber aproximadamente 70 milhões de doses. Essas unidades fazem parte do primeiro acordo firmado entre o governo federal e o laboratório, em março deste ano, para a entrega de 100 milhões de imunizantes contra a Covid-19.
“O segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de outros 100 milhões de doses entre outubro e dezembro. Ao longo do ano, Pfizer e BioNTech vão fornecer um total de 200 milhões de doses de vacina ao Brasil para apoiar o combate à pandemia”, explicou a farmacêutica, em nota.
Um plano logístico foi desenvolvido pela empresa para descrever as datas e o quantitativo entregue ao Brasil até o dia 1º de agosto. “A Pfizer desenvolveu um plano logístico detalhado, bem como ferramentas para apoiar o transporte eficaz, o armazenamento e o monitoramento contínuo da temperatura da vacina contra a Covid-19”, informou.
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