Decisão sobre quarentena dá espaço para candidatura de Moro
Para presidente do Podemos, o ex-juiz é o nome de terceira via com o maior capital político
A decisão da Câmara dos Deputados, de derrubar a exigência de quarentena de cinco anos para juízes e promotores nesta quinta-feira (10) abre mais espaço para a candidatura do ex-juiz Sergio Moro à presidência em 2022. O assunto ainda precisa passar pelo Senado, onde a bancada lavajatista é maior do que na Câmara, que teve placar de 254 votos a favor e 170 contrários.
Moro pode ser o candidato à presidência do Podemos e a presidente do partido, deputada federal Renata Abreu (SP) conversou sobre as articulações para 2022. O ex-juiz, no entanto, não se declara candidato, mas também não descartou publicamente a possibilidade.
Como estará o Podemos para as Eleições de 2022? Terá candidato próprio?
A gente quer muito ter um candidato próprio, que pode ser o senador Álvaro Dias (PR), mas mantemos conversas também com o Moro e outros players políticos. Mas a gente também tem um senso de responsabilidade de que é necessário uma coalizão de centro. Então a gente está conversando com os partidos para que a gente tente uma união. Nossa vontade é essa [ter candidato próprio], mas tudo tem que caminhar em conjunto para viabilizar. Se o centro se dividir gente tem que apresentar uma alternativa se não se sentir representado por nenhum candidato.
O que o Moro tem dito sobre eventual candidatura?
Ele tem o tempo dele. Está trabalhando numa empresa privada nos Estados Unidos, mas eu sinto que ele está sofrendo uma pressão muito forte da população. Ele tem 10% consolidado sem falar que é candidato e sem se defender das acusações, porque nem isso ele pode fazer. Calado ele tem 10%. E muitas pessoas não intencionam o voto por ele não ser candidato. Ele é hoje de todos da terceira via o que tem maior capital político. E que representa um pouco o sentimento que elegeu o Bolsonaro lá atrás. De ruptura, de combate à corrupção, antisistema. Mas que o Bolsonaro deixou muito a desejar. E Moro não é discurso, ele teve atitudes que demonstraram isso, inclusive a saída dele do ministério quando viu que estava tendo ingerência no único acordo dele, de que ele teria liberdade de agir no combate à corrupção.
O Podemos se fortaleceu muito na defesa do lavajatismo. A crise do lavajatismo enfraquece o discurso do partido?
Não é a crise do lavajatismo, é a tentativa conjunta de acabar com a Lava Jato. Mas ela está no coração dos brasileiros, não adianta querer acabar com isso, é só retomar. O povo não é burro. Os players envolvidos, é uma briga contra o sistema gigantesco. Tudo está sendo feito para enfraquecer, mas ninguém é besta. As decisões foram políticas.
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