PSB cobra reciprocidade do PT e pressiona por apoio a Alckmin
Partido cobra que apoio dado a Lula em 2022 precisa ser retribuído e rejeita neutralidade do PT em Pernambuco
À medida que a campanha eleitoral de 2026 se aproxima, a relação entre aliados históricos começa a ser colocada à prova. O PSB tem defendido, nos bastidores, que o apoio dado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 seja retribuído no pleito deste ano, especialmente em estados estratégicos, como Pernambuco.
Dirigentes da sigla avaliam que o partido foi decisivo na formação da aliança que levou Lula de volta ao Palácio do Planalto e, por isso, esperam um gesto claro de reciprocidade do PT na definição dos palanques estaduais e na composição da chapa presidencial.
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, terá uma reunião nesta quarta-feira (4) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para tratar do tema.
Ao R7, o deputado federal Lucas Ramos (PSB-PE) afirmou que “João certamente vai cobrar reciprocidade ao PT”. “Em 2022, o PSB foi o primeiro partido a declarar apoio à eleição e à reeleição do presidente Lula. Além disso, defendemos a manutenção de Geraldo Alckmin na chapa”, destacou o parlamentar.
Segundo Ramos, a neutralidade do PT em disputas locais não seria um caminho viável. “O PT se coligar formalmente ao PSB é natural. [O senador] Humberto Costa sabe que esse é o melhor caminho para pavimentar sua reeleição ao Senado e fortalecer o palanque de Lula em Pernambuco e em outros estados onde PSB e PT caminham juntos”, frisou.
Pernambuco no centro da tensão
Articuladores do PSB afirmaram à reportagem que a eleição em Pernambuco tende a ser acirrada e que a permanência de Alckmin como vice na chapa presidencial pode ser determinante. As fontes avaliam que o vice-presidente amplia o diálogo com setores que o PT, historicamente, tem mais dificuldade de alcançar.
As mesmas fontes sustentam que, no cenário estadual, não haveria espaço para neutralidade por parte de Lula. Para integrantes do partido, a disputa é polarizada, o que tornaria inviável a manutenção de dois palanques no estado.
O clima político ficou ainda mais sensível após o vereador Osmar Ricardo, presidente municipal do PT no Recife, assinar um pedido de abertura de CPI contra João Campos. Apesar disso, o prefeito minimizou os atritos e afirmou que a relação entre PT e PSB em Pernambuco permanece positiva.
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