Ratinho comenta polêmica com Erika Hilton e avisa: "Eu não vou mudar"
"Quem fala a verdade pode ser vítima de patrulhamento e lacração", disse durante o programa ao vivo de segunda-feira (16)
Carlos Massa, o Ratinho, 70, se pronunciou em seu programa de segunda-feira (16) no SBT sobre a polêmica em que se envolveu no último dia 11, quando comentou que a deputada federal Erika Hilton, 33, eleita para a presidência da Comissão da Mulher na Câmara, "não é mulher". Rapidamente, internautas o acusaram de transfobia, discriminação voltada a pessoas trans, e o apresentador está sendo processado por Erika.
"Fui envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa. Centenas de pessoas fizeram comentários nas redes sociais ou em publicações. Quero agradecer a todos que me apoiaram, nem tive como acompanhar as milhares de mensagens, quase todas unânimes com comentários favoráveis. Muita gente, muita gente mesmo concordou comigo", iniciou.
"Fui envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa. Centenas de pessoas fizeram comentários nas redes sociais ou em publicações. Quero agradecer a todos que me apoiaram, nem tive como acompanhar as milhares de mensagens, quase todas unânimes com comentários favoráveis. Muita gente, muita gente mesmo concordou comigo", iniciou.
Na última sexta-feira (13), ele já tinha usado as redes sociais para falar sobre o assunto. "Defendo a população trans, mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio. Convido jornalistas, comentaristas, apresentadores: falem. Publiquem. Não fiquem em silêncio. Porque silêncio é conivência", disse.
Entenda o caso
Na noite da última quarta-feira (11), durante o "Programa do Ratinho", o apresentador comentou sobre a eleição de Erika Hilton à presidência da Comissão da Mulher na Câmara e disse que a deputada "não é mulher". Rapidamente, internautas o acusaram de transfobia, discriminação voltada a pessoas trans.
"Não achei isso justo. Tantas mulheres, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres... mulher mesmo", disse o apresentador. "Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher."
Erika Hilton afirmou, nas redes sociais, que entrou com um processo contra Ratinho. "Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim", começou ela, em texto.
A política pediu na quinta-feira (12) para o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MPSP (Ministério Público de São Paulo) investigar o apresentador. O processo foi apresentado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão Enrico Rodrigues de Freitas e teve origem em uma representação enviada ao MPF pela própria Erika Hilton.
Segundo o MPF, esse tipo de declaração configura discurso discriminatório e pode contribuir para desumanizar e deslegitimar a identidade de pessoas trans. Na ação, o órgão afirma que as falas apresentadas no programa representam uma forma de violência simbólica contra a comunidade LGBTQIA+, pois reduzem a identidade feminina apenas a características biológicas.
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