Mãe que matou bebê e escondeu corpo no armário em AL ganha liberdade após um ano
Mulher responderá fora da prisão pelos crimes de infanticídio e ocultação de cadáver
A Justiça de Alagoas determinou a liberação de Eduarda Silva de Oliveira, investigada pela morte da própria filha recém-nascida, Ana Beatriz, em um caso ocorrido no município de Novo Lino, na Zona da Mata do estado. A decisão foi cumprida na última sexta-feira (27), permitindo que a acusada passe a responder ao processo em liberdade.
O crime aconteceu em abril de 2025, quando a bebê tinha apenas 15 dias de vida. Eduarda é apontada pelas autoridades como responsável pela morte da criança e também pela ocultação do corpo.
Segundo informações do caso, a mulher chegou a admitir, em depoimento, que teria provocado a morte da filha por asfixia, utilizando um travesseiro, alegando não conseguir conter o choro da criança. Desde a prisão, ela permanecia em cela especial no Presídio Feminino Santa Luzia.
Reviravolta marcou investigações
O caso gerou forte repercussão em Alagoas e ganhou destaque nacional, especialmente pela versão inicial apresentada pela mãe. Na ocasião, Eduarda afirmou que a filha havia sido sequestrada por criminosos armados às margens da BR-101, no dia 11 de abril.
A denúncia mobilizou forças de segurança de Alagoas e Pernambuco, que realizaram buscas intensivas. Durante as diligências, um homem chegou a ser detido por dirigir um veículo com características semelhantes às descritas, mas acabou liberado após comprovar que não tinha envolvimento com o suposto sequestro.
Dois dias depois, as investigações tomaram outro rumo. De acordo com a Polícia Civil, a versão apresentada pela mãe foi modificada diversas vezes ao longo do período, levantando suspeitas.
A situação teve um desfecho decisivo no dia 15 de abril, quando o advogado da investigada comunicou às autoridades que o corpo da bebê havia sido encontrado nos fundos da residência da família. No mesmo dia, Eduarda foi presa em flagrante.
Em nova versão apresentada às autoridades, ela afirmou que a morte da criança teria ocorrido por asfixia. O caso segue em tramitação na Justiça.
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