PEC 6x1: Comissão discute cronograma e vota convites a sindicatos e Boulos
Relator prevê votação até o fim de maio, com reuniões mais frequentes na comissão
Tema prioritário para o governo e para a cúpula da Câmara dos Deputados, o fim da jornada de trabalho 6x1 deve cumprir nesta terça-feira (5) mais uma etapa da análise em ritmo acelerado da proposta. A comissão especial terá a primeira reunião para debater o plano de trabalho do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), e a convocação de lideranças políticas e sindicais para as reuniões.
Além da apresentação do documento e da discussão do cronograma do colegiado, os deputados devem votar uma série de requerimentos. Estão na pauta pedidos para ouvir trabalhadores, representantes sindicais e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Como a CNN mostrou, também devem ser realizados debates estaduais.
A expectativa do relator é votar a proposta na última semana de maio. Para isso, a comissão especial deve ter mais de uma reunião por semana. No plenário, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou sessões para contar o prazo mínimo de análise da PEC 6x1.
O relator precisa que sejam realizadas 10 sessões no plenário para poder apresentar o parecer.
Prates disse que pretende votar o texto na comissão nos dias 25 ou 26 de maio. O desejo de Hugo é levar ao plenário assim que o texto for aprovado no órgão colegiado. Por se tratar de uma PEC, é necessária uma votação em dois turnos da medida.
A oposição quer retardar a votação da medida e vê um “atropelo” de Hugo na pauta. A ideia é aprofundar os debates e deixar a votação da medida para depois das eleições.
O Senado, até agora, não sinalizou que vai prejudicar o andamento da proposta e deve votar o texto assim que a PEC for aprovada na Casa Baixa.
Dois temas são prioritários nos debates sobre o fim da 6x1. O primeiro deles é um tempo de transição para as empresas. O governo quer que a redução para a jornada 5x2 comece a valer logo depois da promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição). A ideia é capitalizar politicamente com essa medida para disputar as eleições tendo o fim da 6x1 como uma das principais conquistas do Planalto.
Já a oposição quer estabelecer um tempo de transição de até 10 anos para valer o fim da escala atual de apenas 1 dia de descanso semanal. Eles argumentam que as empresas precisam se preparar para fazer mudanças na escala dos trabalhadores e, eventualmente, aumentar o número de funcionários.
Prates entende que é preciso encontrar um “meio termo” que mitigue os eventuais impactos econômicos, mas que também atenda ao desejo dos trabalhadores. Segundo pesquisa Datafolha, cerca de 71% dos brasileiros são favoráveis à redução na jornada de trabalho.
O governo entende que será preciso um tempo de transição de até 6 meses para que seja feita essa adaptação e que ampliar esse prazo seria “exagerado”.
Outro ponto que surgiu de uma demanda dos empresários é a isenção fiscal para as empresas. Os empresários cobram a redução de impostos para a tomada, já que afirmam que os custos de produção aumentarão com a contratação de mais funcionários.
Eles afirmam que, caso não haja uma compensação, esses custos serão repassados aos consumidores por meio do aumento nos preços dos produtos.
A ala que defende uma celeridade no fim da 6x1 se apega a um estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em fevereiro. Na nota técnica, o órgão calcula que os impactos econômicos da redução na jornada seriam similares aos impactos observados em reajustes do salário-mínimo no Brasil ao longo da historia.
A conclusão do Ipea é que o mercado de trabalho tem uma capacidade de absorção da medida já que o aumento no custo operacional seria inferior a 1%.
Veja também
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
