Pesquisa: Lula tem 45% das intenções de voto no 2º turno, e Flávio Bolsonaro, 40%
Desde edição anterior da pesquisa, divulgada no início de maio, desempenho do senador diminuiu quatro pontos percentuais
A mais recente edição da pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra que, em um eventual segundo turno para as eleições deste ano, o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lideraria a disputa com 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O estudo também apontou uma queda na popularidade do parlamentar em relação ao levantamento anterior: em um mês, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuou quatro pontos percentuais, enquanto o petista oscilou dois pontos para cima.
Confira:

Em pesquisa espontânea — quando não há sugestão de opções aos entrevistados — e de primeiro turno, Lula apareceu na frente nos dois cenários testados.
Em segundo turno, Lula apareceu empatado com Ronaldo Caiado (PSD) — cada um teve 43% das intenções de voto — e com Romeu Zema (Novo), dentro da margem de erro: o petista alcançou 43%, e o ex-governador de Minas Gerais, 40%.
Quando as opções para eventual segundo turno foram Lula e Renan Santos (Missão) ou Aécio Neves (PSDB), o atual presidente ganhou: por 46% x 30% e por 47% x 23%, respectivamente.
Os entrevistados também responderam sobre em quem votariam caso o candidato de preferência ficasse fora da disputa. Enquanto a maior parte (28%) dos eleitores de Lula declarou que anularia o voto, os apoiadores de Flávio afirmaram que optariam por Ronaldo Caiado (23%), Romeu Zema (20%) ou Renan Santos (17%).
No quesito rejeição, tanto Lula quanto Flávio ficaram empatados. Os dois foram mencionados por 96% dos entrevistados — 48% cada — quando a pergunta era em quem o eleitor não votaria.
O instituto mensurou, ainda, a opinião popular sobre temas de relevância ao longo do mês. Ao serem questionados sobre a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6x1, mais da metade dos entrevistados (52%) afirmou não saber, ou não quis responder, quem era o responsável pela adoção da medida.
Entre os que apontaram algum responsável: 22% atribuíram o resultado a Lula; 13% o associaram ao Congresso Nacional; 6% o relacionaram ao PT (Partido dos Trabalhadores); 3%, a Jair Bolsonaro (PL); 2% ao STF (Supremo Tribunal Federal); e 2%, a “outros”.
Ainda sobre temas de repercussão recente, houve empate na opinião dos eleitores que consideraram negativa (29%) e positiva (29%) a reunião entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar disso, a maioria (42%) considerou a reunião “neutra”.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros, entre a última segunda (29) e a terça-feira (30). O índice de confiança é de 95%, e a margem de erro, de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o código BR-05864/2026.
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