Economia

Gás natural fica mais caro em Alagoas após novo reajuste autorizado pela Arsal

Aumento vale desde 1º de agosto e alcança consumidores residenciais, comerciais e industriais

Por 7Segundos 10/08/2026 08h08
Gás natural fica mais caro em Alagoas após novo reajuste autorizado pela Arsal
Gás Natural em posto de combustível - Foto: Karyne Gomes

Os consumidores de gás natural canalizado em Alagoas passaram a pagar mais pelo serviço em agosto. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) autorizou um novo reajuste na estrutura tarifária da Gás de Alagoas S.A. (Algás).

A mudança consta na Resolução Arsal nº 280 e produz efeitos desde 1º de agosto.

O aumento efetivo autorizado é de R$ 0,0453 por metro cúbico para o segmento industrial e de R$ 0,0612 por metro cúbico para os demais consumidores, incluindo os segmentos residencial e comercial.

Para os clientes residenciais que consomem até 15 metros cúbicos por mês, por exemplo, a tarifa sem tributos passou para R$ 8,0440 por m³.

Antes do novo reajuste, a tarifa dessa faixa estava em R$ 7,9828 por m³, conforme a tabela da Algás vigente entre 23 de junho e 31 de julho. A diferença representa uma alta de aproximadamente 0,77% nessa faixa.

Preço do gás comprado pela Algás subiu

Segundo a Arsal, o preço médio ponderado da molécula de gás adquirida pela Algás passou de R$ 1,7304 para R$ 1,8704 por m³, uma elevação de R$ 0,14.

A alteração está relacionada aos ajustes nos contratos de fornecimento mantidos com a Origem Energia Alagoas e a Petrobras.

Nem todo esse aumento, porém, foi transferido diretamente para as tarifas.

Parte do impacto foi compensada pela redução da parcela de recuperação da chamada Conta Gráfica, mecanismo utilizado para equilibrar diferenças entre os custos previstos e efetivamente registrados na aquisição do gás.

No segmento industrial, houve ainda a reversão de aproximadamente R$ 346,5 mil de uma conta relacionada a penalidades, contribuindo para diminuir o impacto final do reajuste.

Tarifas já haviam aumentado em abril

O reajuste de agosto não é o primeiro movimento de alta das tarifas em 2026.

Em 30 de abril, a Arsal autorizou, por meio da Resolução nº 261/2026, uma majoração de R$ 0,1038 por m³ para o segmento industrial e de R$ 0,1042 por m³ para os demais segmentos.

Naquela ocasião, a mudança também foi justificada por variações no preço de venda do gás e pelos mecanismos de recuperação previstos no contrato de concessão.

Com isso, considerando os dois movimentos, os consumidores não industriais tiveram acréscimos tarifários de R$ 0,1042 por m³ no reajuste de abril e agora mais R$ 0,0612 por m³ em agosto.

GNV teve trajetória diferente

O comportamento das tarifas não foi de alta durante todo o período.

Em fevereiro deste ano, a Algás anunciou redução na tarifa do Gás Natural Veicular (GNV), que passou para R$ 3,36 por m³.

Em abril, outra medida favoreceu especificamente os usuários de GNV: a alíquota do ICMS incidente sobre o combustível em Alagoas caiu de 20% para 12%.

Já na tabela vigente entre 16 e 31 de julho, a tarifa do GNV homologada pela Arsal estava em R$ 2,4257 por m³ sem tributos e R$ 3,2679 por m³ com ICMS, PIS e Cofins.

Reajuste foi aprovado por unanimidade

A nova estrutura tarifária foi aprovada por unanimidade pela diretoria colegiada da Arsal.

Os valores cobrados dos consumidores variam de acordo com o segmento e a faixa de consumo, além da incidência dos tributos correspondentes.