Hospital demite servidores após erro que apontou morte de paciente viva em AL
Falha na identificação de duas pacientes com o mesmo nome levou familiares a iniciarem preparativos para o velório
O Hospital Regional do Norte (HRN), localizado em Porto Calvo, desligou os profissionais envolvidos no erro que levou familiares de uma paciente de 74 anos a receberem a notícia equivocada de sua morte. A informação foi divulgada pela Direção-Geral da unidade hospitalar nesta segunda-feira (19), por meio de nota de esclarecimento ao 7Segundos.
O caso ocorreu no domingo (18), quando a família da aposentada Maria José dos Santos foi informada de que ela havia morrido. Ao chegar ao hospital, os parentes descobriram que a idosa estava viva e continuava internada.
Segundo o HRN, a falha aconteceu porque duas pacientes com o mesmo nome estavam internadas na mesma unidade. A confusão no processo de identificação levou ao repasse incorreto da informação de óbito à família da aposentada.
A paciente que realmente morreu era conhecida como “Dona Deda”, tinha 74 anos, residia em Matriz de Camaragibe e presidia o assentamento Paraíso Agrícola. Já a idosa envolvida no equívoco mora em São Luís do Quitunde, e parte de seus familiares reside em Porto de Pedras.
Com a notícia falsa da morte, os parentes da aposentada chegaram a iniciar os preparativos para o velório e o sepultamento. Os planos foram interrompidos quando eles encontraram a mulher viva no hospital. Apesar do susto, o estado de saúde dela é considerado estável.
Hospital apurou falha e desligou profissionais
Na nota, a Direção-Geral do HRN informou que acolheu pessoalmente os familiares após identificar a divergência, com a participação da equipe médica e do Serviço Social. A instituição também afirmou ter apresentado um pedido formal de desculpas e oferecido acompanhamento médico, apoio psicológico e assistência à família.
Ainda segundo o hospital, o caso foi comunicado ao Núcleo de Segurança do Paciente e passou por uma apuração interna. Após a investigação constatar o descumprimento dos protocolos institucionais, os profissionais envolvidos foram desligados e não fazem mais parte do quadro de colaboradores.
A unidade informou ainda que reforçou os procedimentos de identificação segura dos pacientes e promoveu o retreinamento de toda a equipe.
O HRN lamentou o sofrimento causado aos familiares e reafirmou o compromisso com a segurança dos pacientes, a ética e a transparência.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Hospital Regional do Norte, por meio de sua Direção-Geral, esclarece o lamentável equívoco ocorrido na comunicação de óbito na Unidade de Terapia Intensiva.
Em virtude da internação de duas pacientes com o mesmo nome na mesma unidade, houve falha pontual no processo de identificação, o que resultou no repasse de informação equivocada de óbito a uma família que não correspondia à sua ente querida.
Assim que a divergência foi identificada, a Direção-Geral acolheu pessoalmente os familiares que receberam a informação incorreta, em ambiente reservado e de forma humanizada, juntamente com a equipe médica assistente e o Serviço Social, prestando todos os esclarecimentos e apresentando pedido formal de desculpas.
Desde o primeiro momento, o HRN deu todo o suporte necessário à família que foi informada erroneamente, com acompanhamento médico contínuo e transparente sobre o real estado de saúde de sua familiar, oferta de apoio psicológico e assistencial a todos os membros da família, garantia de estrutura adequada para permanência junto à paciente e total disponibilidade da Direção para o que se fizesse necessário.
De forma concomitante, o evento foi notificado ao Núcleo de Segurança do Paciente, com instauração de rigorosa apuração interna e, ao final, constatado o descumprimento dos protocolos institucionais, os profissionais envolvidos no equívoco foram desligados e não fazem mais parte do quadro de colaboradores da instituição, com reforço imediato dos protocolos de identificação segura e retreinamento de toda a equipe.
O Hospital Regional do Norte lamenta profundamente o sofrimento causado, solidariza-se com os familiares e mantém o compromisso com a segurança do paciente, com a ética e com a transparência.
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