“Rússia tomou Mariupol e não irá devolver”, relatam aliados de Putin
O chefe do Rússia Unida, Andrei Turchak, e o líder checheno, Ramzan Kadyrov, garantiram a conquista nesta quinta-feira
Aliados do presidente russo, Vladimir Putin, relatam que o Exército do país tomou o poder em Mariupol, cidade estratégica do sul ucraniano. Ao menos dois nomes ligados ao chefe do Kremlin confirmaram a informação. O governo da Ucrânia nega.
Na tarde desta quinta-feira (24/3), segundo agências internacionais de notícias, o chefe do Rússia Unida, Andrei Turchak, e o líder checheno, Ramzan Kadyrov, garantiram a conquista.
“Para que ninguém tenha dúvidas: a Rússia está aqui para sempre”, declarou Andrei Turchak ao afirmar que a Rússia reconstruirá Mariupol.
Na mesma tendência, Ramzan Kadyrov disse que tropas ucranianas se renderam e que militares russos tomaram a Prefeitura de Mariupol.
“Os soldados relataram no rádio que libertaram o prédio da administração de Mariupol e levantaram nossa bandeira”, declarou. E acrescentou: “Abandonaram suas posições”.
Nos últimos dias, Mariupol se tornou um dos principais alvos de ataques. Segundo autoridades ucranianas, 100 mil pessoas estariam na região e não conseguiram fugir.
A Rússia já tem o controle de regiões separatistas, como Donbass e a Crimeia, anexada ao território russo em 2014.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já admitiu que a situação no local é “desumana”. Na noite de terça-feira (22/3), em pronunciamento gravado, o líder da Ucrânia afirmou que a cidade estava sem acesso a comida, água e remédios. “Vamos lutar o máximo que pudermos. Até o fim e com todas as nossas forças”, frisou.
“Estratégica”
Mariupol – área considerada estratégica pela Rússia, por sua posição geográfica – estava há mais de 20 dias cercada, mas os militares não teriam conseguido tomar o poder.
A Human Rights Watch descreveu a cidade como “uma paisagem infernal congelante repleta de cadáveres e prédios destruídos”. Segundo o governo ucraniano, 93% das residências foram devastadas pela guerra.
Autoridades locais disseram que duas bombas grandes foram atiradas na direção da cidade. Para o governo da região, os russos teriam a intenção de dizimar Mariupol.
Mariupol é o último grande centro ucraniano a resistir na faixa entre a Crimeia e o território russo, e está sob ataques constantes e em colapso.
Mais mísseis
Após a reunião de cúpula da Otan, em Bruxelas, na Bélgica, nesta quinta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que o Reino Unido doará 6 mil mísseis para o governo ucraniano.
Nesta quinta, a guerra completa um mês, e os líderes da Otan estão reunidos em Bruxelas. Ocorre que foi justamente o desejo ucraniano de entrar na organização que deu início à invasão russa, em 24 de fevereiro.
“Estamos reforçando nosso apoio aos países da Otan na linha de frente enviando um novo grupo de tropas do Reino Unido para a Bulgária, além de dobrar nossas tropas na Polônia e na Estônia. A Ucrânia não está sozinha”, assinalou.
Bombas de fósforo
Zelensky acusou formalmente a Rússia de usar bombas de fósforo contra crianças. O país já havia feito esse tipo de avaliação sobre a atuação das tropas de Vladimir Putin, mas não de forma enfática.
“Nesta manhã, houve ataques com bombas de fósforo, e novamente morreram crianças, além de adultos”, frisou o líder ucraniano.
As bombas de fósforo são semelhantes a armas incendiárias e causam graves ferimentos. Elas são compostas por substâncias solúveis em gordura e, assim, provocam queimaduras profundas.
Últimas notícias
TRE alerta sobre conteúdo falso que tenta se passar por Justiça Eleitoral
Thiago Prado defende união de órgãos para coibir arrombamentos no Centro de Maceió
Prefeitura realiza cadastro para comerciantes do Estádio Coaracy da Mata Fonseca
Mulher usa caixão para aproveitar oferta de pipoca em cinema
Governo Federal reconhece situação de emergência em mais três cidades de Alagoas
Prazo para cadastro e recadastro do Vamu Escolar encerra em 31 de março
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
