Indústria projeta queda do setor e redução do crescimento do PIB
CNI prevê crescimento de 0,9% da economia brasileira em 2022, inferior ao 1,2% previsto anteriormente. Indústria deve recuar 0,2%
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para baixo a projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil e para o setor industrial em 2022, com previsão de retração na área, diferentemente da projeção inicial feita pela confederação, que apontava para um crescimento neste ano.
O Informe Conjuntural do 1º trimestre, divulgado nesta quarta-feira (13), avalia que o PIB do país vai aumentar 0,9%, significando uma queda em relação à previsão anterior, de 1,2%. "Ao fim de 2021, projetávamos que a economia brasileira iria crescer 1,2%. Ou seja, mais do que a previsão atual, embora ainda muito longe do ritmo de crescimento ideal", pontuou o informe.
No caso da indústria, a redução prevista é de 0,2%; anteriormente, previa-se um crescimento de 0,5%. Se isso de fato ocorrer, vai ser a sétima vez que o setor da indústria nacional encolhe em dez anos. "Em particular, a indústria de transformação, mais afetada pelos problemas de insumos e matérias-primas e enfrentando uma demanda mais fraca, deve registrar queda no PIB de 2% neste ano", informa análise da confederação.
O grupo aponta como motivo para a retração o cenário da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, e o surto da variante Ômicron na China, o que tem causado interrupção na produção no país. O informe ainda fala sobre as sanções econômicas impostas contra a Rússia.
Em nota, o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, afirmou que o país terá o desafio de "enfrentar inflação alta com baixo crescimento". "Mas o Brasil não pode deixar que o controle da inflação recaia exclusivamente sobre a elevação dos juros, principalmente pelo efeito de perda de ritmo da atividade econômica. Sobretudo quando as expectativas de crescimento já são modestas. Nesse sentido, medidas como a redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] são complementares à política monetária”, disse.
Para ele, a redução do IPI contribui com a redução da carga tributária na indústria e ajuda no controle da influsão, ao se contrapor às pressões de custo pelas quais passam as empresas do setor.
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