Estudantes com deficiência têm maior risco de evasão escolar
O levantamento foi feito com base na opinião de 1.850 adultos, sendo que 130 deles eram mães, pais e responsáveis por crianças ou jovens com deficiência.
Em dois anos de pandemia, um em cada dez estudantes com deficiência não tiveram nenhuma aula com recursos de acessibilidade. É o que aponta estudo elaborado pela Plano CDE, com base em dados da pesquisa Datafolha.
Além disso, 29% deles sequer receberam ou raramente obtiveram materiais pedagógicos.
A maioria dos responsáveis – um equivalente a 59% – declarou que alunos nunca ou raramente receberam o Atendimento Especializado Educacional (AEE). Esse panorama coloca os estudantes em maior risco de evasão escolar.
A pesquisa, feita a pedido feita a pedido do Itaú Social, Fundação Lemann e Banco Interamericano de Desenvolvimento e com apoio do Instituto Rodrigo Mendes, evidencia que esses alunos tiveram mais dificuldade para retornar à escola em relação aos colegas sem deficiência.
“A pandemia alterou a educação com a gente conhecia para todas as pessoas, antes as principais barreiras eram arquitetônicas, como rampa, elevador e banheiros acessíveis, mas nas aulas remotas as principais barreiras se tornaram comunicacionais”, disse a coordenadora de advocacy do Instituto Rodrigo Mendes, Luiza Corrêa.
Em dezembro de 2021, o receio da desistência estava presente em 28% dos responsáveis por alunos com deficiência, contra 19% dos demais – entre os motivos, estão a dificuldade de acompanhar as atividades e a falta de acolhimento nas escolas.
“O professor e escola como um todo têm de se reinventar para atender a todos os estudantes, repensar a educação para ela ser mais inclusiva, porque isso vai melhorar a qualidade do ensino para todos os alunos, inclusive os sem deficiência”, defendeu.
O estudo apontou que 48% dos estudantes com deficiência tiveram dificuldades para manter a rotina de estudos e 32% apresentaram dificuldades no relacionamento com professores e colegas.
O levantamento foi feito com base na opinião de 1.850 adultos, sendo que 130 deles eram mães, pais e responsáveis por crianças ou jovens com deficiência.
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