Veja momento em que Braga Netto, preso pela PF, é transferido para o Exército
Ex-ministro de Jair Bolsonaro vai ficar sob custódia no Comando da 1ª Divisão da Força, na capital fluminense
Imagens gravadas com exclusividade pela RECORD Rio [Veja o vídeo no final da reportagem] mostram o momento em que o general do Exército e ex-ministro Walter Braga Netto, preso pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, neste sábado (14), é transferido para o Exército. O militar vai ficar sob custódia no Comando da 1ª Divisão de Exército, na capital fluminense. A defesa de Braga Netto disse que “com a crença na observância do devido processo legal, teremos a oportunidade de comprovar que não houve qualquer obstrução às investigações”.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes afirmou em relatório que o general do Exército exerceu “verdadeiro papel de liderança, organização e financiamento” no suposto plano para um golpe de Estado e no plano de assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e do próprio Moraes.
“Os desdobramentos da investigação, notadamente a realização da denominada operação “Contragolpe” e os novos depoimentos do colaborador Mauro César Barbosa Cid, revelaram a gravíssima participação de Walter Souza Braga Netto nos fatos investigados, em verdadeiro papel de liderança, organização e financiamento, além de demonstrar relevantes indícios de que o representado atuou, reiteradamente, para embaraçar as investigações”, diz Moraes.
“Há fortes indícios e substanciais provas de que, no contexto da organização criminosa, o investigado Walter Souza Braga Netto contribuiu, em grau mais efetivo e de elevada importância do que se sabia anteriormente, para o planejamento e financiamento de um golpe de Estado”, acrescentou o ministro.
Em depoimento, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro Mauro Cid afirmou que Braga Netto entregou dinheiro vivo numa sacola de vinho a um militar que teria atuado em um suposto plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes. De acordo com Cid, Braga Netto teria dito à época que o dinheiro havia sido obtido junto ao “pessoal do agronegócio”.
Segundo o termo da audiência de Mauro Cid ao STF, em novembro de 2022 ele estava em reunião com Braga Netto no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada e afirmou ter presenciado o momento em que o general entregou o dinheiro ao então major Rafael de Oliveira “em uma sacola de vinho, que serviria para o financiamento das despesas necessárias a realização da operação”.
A PF destacou que, sobre Braga Netto, “convém relembrar que foi em sua residência que o núcleo de militares com formação em forças especiais do Exército, os denominados ‘FE’, reuniram-se no dia 12 de novembro de 2022 para planejar as ações ilícitas de monitoramento realizadas por militares”.
“Essa constatação ganha maior destaque a partir de informações recentes prestadas pelo colaborador Mauro Cid, as quais apontam que Braga Netto também teria atuado de forma direta e pessoal no financiamento das ações ilícitas, fornecendo recursos financeiros em uma sacola de vinho, ratificando sua atuação preponderante na execução dos atos criminosos”, reforçou a PF.
Veja aqui o vídeo:
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