Investigação apura suposta fraude na cota de gênero em eleição municipal de Igaci
Denúncia destaca que campanha de candidata se limitou a poucas postagens em redes sociais
O Partido União Brasil é acusado de lançar candidata “laranja” para burlar legislação eleitoral e vereadores eleitos correm risco de perderem seus mandatos.
O candidato eleito como primeiro suplente a vereador pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro - MDB no município de Igaci, Ivânio Batista da Silva, o “Mano”, abriu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para apurar uma possível fraude cometida pelo partido União Brasil nas eleições municipais de Igaci. O caso gira em torno do suposto uso de uma “candidata laranja” com o objetivo de cumprir a cota mínima de 30% de candidaturas femininas exigida pela Lei nº 9.504/1997.
De acordo com a ação, o partido registrou uma chapa com dez candidatos ao cargo de vereador — seis homens e quatro mulheres. No entanto, uma das candidatas, Neysiane Vitor da Silva, conhecida como “Ninha do Cícero”, é apontada como uma candidata fictícia, sem campanha ativa, sem ações de divulgação significativas e com movimentações financeiras suspeitas.
A denúncia destaca que a candidata não realizou comícios, caminhadas, visitas ou panfletagem, tendo se limitado a poucas postagens em redes sociais. Além disso, os recursos recebidos (R$ 4.890,00) foram gastos com duas empresas cujos sócios são irmãos, o que levantou suspeitas sobre a legitimidade das despesas de campanha.
Neste contexto, se esta ação for julgada procedente, os dois vereadores eleitos pelo União Brasil, Altair Torres e Nery Jane Cavalcante perderão seus mandatos e, consequentemente, deixarão de compor a Câmara Municipal de vereadores de Igaci, por compactuarem com a fraude eleitoral denunciada.
Entenda o caso
A legislação eleitoral brasileira determina que os partidos e coligações respeitem o limite de no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada sexo, com o objetivo de garantir maior equidade e representatividade entre homens e mulheres na política. O descumprimento dessa regra pode levar à invalidação de toda a chapa registrada.
O caso de Neysiane Vitor da Silva é considerado emblemático por, segundo a acusação, evidenciar uma prática reiterada em diversos municípios do país: o uso de candidaturas femininas apenas “no papel”, para atender formalmente à legislação, sem qualquer intenção real de disputar o pleito.
A ação judicial contituída pelo primeiro suplente a vereador do MDB “Mano” pede que a Justiça Eleitoral reconheça a fraude e aplique as devidas sanções, o que pode incluir a anulação dos votos recebidos pela chapa, cassação de diplomas e outras penalidades previstas em lei.
Procurado pela reportagem, o diretório municipal do União Brasil ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações.
O processo segue em tramitação na Justiça Eleitoral e poderá gerar repercussões significativas na composição da Câmara Municipal de Igaci, caso a fraude seja comprovada.
Últimas notícias
Empreendedora transforma desafio familiar em salão de referência em Girau
Polícia Federal indicia 48 investigados por fraudes em descontos no INSS
Marina JHC celebra transformação de paciente atendida pelo Sorriso da Gente
Ex-funcionária é presa suspeita de desviar R$ 43 mil em vale-alimentação
Inmet emite alerta de chuvas intensas para 54 cidades de Alagoas
Motociclista sofre múltiplas fraturas após acidente na Ponte Divaldo Suruagy
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
