[Vídeo] Polícia descarta estupro coletivo de jovem em Quebrangulo e aponta relações consentidas
Adolescente teria dado falso depoimento após um vídeo em que aparecia mantendo relações sexuais ser compartilhado em grupo de mensagens
As investigações sobre um suposto caso de estupro coletivo que teria ocorrido no município de Quebrangulo, no último dia 31 de agosto, ganhou um desfecho inesperado nesta quarta-feira (17), segundo informou os delegados responsáveis durante coletiva de imprensa. De acordo com o que foi apurado a jovem, uma adolescente de 17 anos, não teria sofrido a violência sexual relatada por ela. As investigações apontaram que ela teria, na verdade, tido relações sexuais consentidas com todos os envolvidos.
O delegado Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), disse que o caso demandou enorme esforço, por haver uma série de inconsistências na versão da suposta vítima com os fatos apurados durante as investigações.
Segundo o delegado, a jovem teria dito, a princípio, que no dia havia saído de casa para encontrar amigas em um balneário da cidade. Em determinado momento, as amigas teriam ido embora e ela permanecido no local. Mais tarde, ela disse que teria seguido para a casa de um conhecido, que seria funcionário da escola em que ela estuda, onde consumiu bebida alcoólica e, em dado momento, foi dopada e violentada sexualmente por pelo menos quatro suspeitos.
As acusações da jovem acabaram não se sustentando, uma vez que as apurações confirmaram que ela mesma teria enviado mensagens para dois rapazes pedindo para que eles trouxessem cerveja até a residência onde ela estava. Sobre isso, ela havia dito, em depoimento à polícia, que não sabia como essas pessoas haviam chegado até o local. Durante o tempo em que permaneceu na casa do funcionário da escola, ela teria mantido relações sexuais com os envolvidos.
Após passarem a tarde ingerindo bebidas alcoólicas, a adolescente e o dono da casa foram até um bar conhecido na região — o que foi registrado por câmeras de videomonitoramento da cidade. Em seguida, as imagens mostram ela e os demais envolvidos saindo do bar, sem qualquer indicativo de embriaguez ou dificuldades de locomoção. Para a polícia, a suposta vítima diz não se lembrar de ter estado no estabelecimento.
Ao retornarem para a casa do rapaz onde passou o dia, ela dormiu em um dos sofás, um outro rapaz dormiu num segundo sofá e o dono do imóvel dormiu no seu quarto. Pela manhã ela voltou para sua casa e, ao acordar, no período da tarde, percebeu que um vídeo em que aparecia mantendo relações sexuais com um dos homens havia sido compartilhado em diversos grupos de mensagens da região. Foi quando, segundo a jovem, ela tentou se lembrar do que havia acontecido, constatando, assim, que teria sido vítima de violência sexual.
Após ouvir diversas testemunhas, além dos envolvidos, e diante das provas, as investigações concluíram que a adolescente não foi estuprada, entretanto, um dos indivíduos gravou, sem o consentimento, o ato sexual que acabou sendo exposto e amplamente divulgado por meio da internet. A ação de registrar e divulgar atos de nudez ou de sexo envolvendo crianças e adolescentes configura crime previsto em lei. Os responsáveis pela gravação e compartilhamento dessas imagens deverão ser responsabilizados.
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