Caso Grilo: fazendeiro é condenado pela 3ª vez como autor intelectual do crime e segue foragido
Execução do empresário, conhecido como Grilo, causou grande repercussão, pois a vítima era bastante conhecida em Palmeira dos Índios, local do crime
Faltando um mês para completar 15 anos do crime de mando, que vitimou fatalmente o empresário Jair de Oliveira, conhecido como “Grilo”, em Palmeira dos Índios, Agreste de Alagoas, o autor intelectual e ex-marido da vice-prefeita da cidade, à época, o fazendeiro Fernando Medeiros, sentou pela terceira vez no banco dos réus e, mediante mais uma atuação precisa do Ministério Público de Alagoas, representado pelo promotor de Justiça João de Sá Bomfim Filho, foi novamente condenado recebendo a pena de mais de 18 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, com determinação de cumprimento imediato da pena. Como não compareceu ao julgamento, Medeiros já é considerado foragido da Justiça.
A execução do empresário causou grande repercussão, pois a vítima era bastante popular visto empreender no ramo de móveis naquela cidade. Jair de Oliveira foi emboscado na noite de 22 de novembro de 2010, em frente a um ginásio de esportes onde costumava encontrar amigos para um bate-bola. Ele foi surpreendido por dois ocupantes de uma motocicleta e morto com três tiros direcionados à cabeça.
De modo igual aos dois primeiros, por desaforamento, o julgamento ocorreu no Fórum Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió. O Ministério Público espera que, dessa vez, o fazendeiro seja levado ao presídio e cumpra a pena aplicada.
“O Ministério Público sustentou a condenação do réu com a qualificadora do motivo fútil, e o consequente afastamento do privilégio do relevante valor moral, como pretendido pela defesa. Trata-se de um caso que se arrasta há 15 anos sem solução, entre acusações, prisões, condenações e anulações dos juris, não há mais como contestar a autoria intelectual do crime e a forma banal como tudo ocorreu. As evidências foram comprovadas e a família da vítima, bem como toda a sociedade alagoana, esperavam por justiça. Cumprimos nosso papel e esperamos que o réu, dessa vez, possa realmente pagar pelo cometimento desse crime bárbaro. Buscamos restabelecer a paz entre as duas famílias, e isso só será possível quando ocorrer a condenação do réu e o consequente cumprimento da pena”, afirma o promotor João Bomfim Filho.
Condenações
O primeiro julgamento do fazendeiro ocorreu em 2020, coincidentemente, com ele recebendo a pena de 18 anos de prisão. Porém, o julgamento foi anulado. Três anos após, exatamente no dia 13 de abril de 2023, ele sentou pela segunda vez no banco dos réus, ocasião em que foi condenado a 17 anos e seis meses de reclusão, no entanto, o júri foi, também, anulado.
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