Donos das terras demarcadas pela Funai em Palmeira dos Índios realizam protesto cobrando diálogo
Agricultores e pequenos proprietários rurais classificam demarcação como 'injusta
Na manhã desta quinta-feira (13), agricultores e pequenos proprietários rurais do município de Palmeira dos Índios promoveram uma manifestação para protestar contra a forma como vem sendo conduzida a demarcação de terras indígenas no município. Segundo os proprietários das terras que estão sendo demarcadas, a retirada das propriedades é classificada, por eles, como “injusta”, e deverá impactar o sustento de suas famílias.
Além dos pequenos agricultores, algumas autoridades políticas também acompanham e apoiam a manifestação. A situação vem sendo observada com preocupação pela prefeitura de Palmeira que, no último dia 17 de outubro, emitiu uma nota oficial em apoio à população local e solicitando que a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) busque dialogar com todos os envolvidos, bem como pede uma indenização justa para cada pequeno proprietário que terá suas terras demarcadas.
Em um trecho, a nota condena ações “violentas” e “intempestivas”, e cita abordagens feitas pela Funai com presença de força policial, mesmo diante de pessoas acamadas, doentes, e idosas da região, o que tem provocado pânico e receio nas pessoas.
A nota reitera que que reconhece o direito dos povos originários, mas conclui afirmando que os pequenos agricultores, donos das propriedades, também precisam de justiça e igualdade de direitos.
A intenção do protesto, que acontece no município de Palmeira dos Índios nesta quinta-feira (13), é buscar o diálogo com os representantes da Funai que estão fazendo a demarcação das terras, e demonstrar que a quantidade de pessoas residente nas áreas demarcadas é superior ao que foi contabilizado oficialmente: “Não existem somente 200 pessoas, tem pra mais de três, quatro mil”, explicou um dos pequenos proprietários durante a manifestação.
O processo administrativo e a disputa pelo território se intensificaram a partir do ano de 2012, com uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A demarcação física da área foi concluída em 2013, embora o processo ainda esteja em fase de conclusão e haja tensões relacionadas à sua finalização.
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