Pai faz apelo público após mais de um mês sem poder enterrar o filho em Palmeira dos Índios
Advogado relata desaparecimento, localização do corpo e cobra agilidade na conclusão de exame de DNA durante sessão da Câmara Municipal
A 1ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Palmeira dos Índios, realizada nesta quinta-feira (5), foi marcada por um apelo emocionado. O advogado Carlos Lessa utilizou a tribuna para relatar o drama enfrentado por sua família desde a morte do filho, ocorrida no mês de dezembro, e pediu providências diante da demora na liberação do corpo, que segue sem sepultamento por falta da conclusão do exame de DNA.
Ao iniciar o pronunciamento, Lessa explicou que decidiu tornar pública a situação para buscar apoio e sensibilizar as autoridades. Segundo ele, o filho saiu de casa no dia 4 de dezembro informando que iria à missa, o que chamou a atenção da família. Após essa data, o jovem manteve apenas alguns contatos telefônicos esporádicos e, em seguida, desapareceu.
O advogado relatou que iniciou uma busca intensa por conta própria, percorrendo diferentes pontos da cidade, como a região da Feira do Troca e locais conhecidos pela presença de usuários de drogas. Mesmo após registrar boletim de ocorrência, ele afirmou que não interrompeu as buscas em nenhum momento.
No dia 31 de dezembro, Carlos Lessa recebeu uma informação anônima sobre um forte odor vindo de uma galeria próxima à Feira do Troca. Acompanhado por policiais, ele se deslocou até o local e desceu em uma área de difícil acesso. De acordo com o relato, foi possível reconhecer o corpo pelas roupas, que seriam as mesmas usadas pelo jovem ao sair de casa.
O estado avançado de decomposição, no entanto, impossibilitou a identificação imediata por meios técnicos. Conforme explicou o advogado, apenas o exame de DNA permitiria a confirmação oficial e a liberação do corpo. O material genético foi coletado, mas, passados mais de 30 dias, o resultado ainda não foi concluído.
Durante a fala, Lessa destacou o sofrimento prolongado da família diante da espera. Ele relatou o impacto emocional, especialmente para a mãe do jovem, que enfrenta diariamente a dor da perda sem a possibilidade de realizar um sepultamento digno.
Além do pedido por celeridade na conclusão do exame, o advogado também fez críticas à situação da galeria onde o corpo foi encontrado, afirmando que o local é conhecido há décadas e que a existência de um espaço nessas condições, em uma área central da cidade, exige atenção e medidas do poder público.
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