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Renan diz que Cunha ainda exerce 'alguma influência' no governo

13/03/2017 18h06
Renan diz que Cunha ainda exerce 'alguma influência' no governo

O líder do PMDB Senado e ex-presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta segunda-feira (13) em Maceió que o ex-deputado preso Eduardo Cunha ainda exerce "alguma influência" sobre o governo.

Nos úlitmos dias, Renan vem fazendo críticas ao Palácio do Planalto sobre o que ele considera ser uma influência de Cunha nas ações do Executivo. O senador chegou a dizer que o governo do presidente Michel Temer não pode ficar "exposto" ao grupo político liderado por Cunha, que cumpre prisão na Operação Lava Jato em Curitiba.

Nesta segunda, o senador voltou a fazer as críticas e disse que a política se entende "por sinais". Segundo ele, nomeações recentes do governo para cargos de ministros e indicações para funções no Congresso mostraram sinais da influência de Cunha.

"Nós chegamos depois do carnaval e nos deparamos com um quadro consolidado de nomeação de ministros e de ocupação dos espaços do governo federal no parlamento. E esses sinais não eram bom sinais, todos apontavam no rumo de um grupo que foi sempre liderado por Eduardo Cunha, e, certamente, alguma influência ainda existe, senão não existiria esse cenário", afirmou Renan.

O senadir também voltou a criticar, como já havia feito na semana passada, a reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso. Ele disse que, da maneira como o texto foi elaborado, não será aprovado por deputados e senadores.

"Acho que nós precisamos, claro, atualizar a Previdência, fazer uma reforma previdenciária, mas essa proposta que o governo mandou para o Congresso Nacional, do jeito que ela está, ela não tem condição nenhuma de passar. Eu disse outro dia, quem exige de um trabalhador alagoano, nordestino, que ele pague 49 anos de contribuição é porque, infelizmente, não conhece a situação, a circunstância, a realidade da nossa região", disse Renan.

De acordo com o Blog do Camarotti, Renan foi um dos políticos da cúpula do Congresso presentes a um almoço na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), neste domingo (12). Segundo o blog, chamou atenção dos convidados uma conversa em particular entre Renan e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. O gesto foi interpretado como uma reaproximação do senador com o governo.

Resposta de Temer

Na sexta-feira (10), o presidente Michel Temer foi questionado sobre as declarações de Renan em uma entrevista à rádio CBN. Na ocasião, Temer disse que Cunha não tem "nenhuma influência" sobre o governo.

"Absolutamente não existe [influência de Cunha no governo] [...] Imagina. Essas afirmações não têm sustentação. Imagine se o Eduardo Cunha, que está, enfim, distante, pode influenciar alguma coisa, não há influência nenhuma. Não tem influência nenhuma", disse o presidente.

Temer também foi questionado sobre a relação com Renan Calheiros. Para o presidente, a relação com o senador vai "continuar sólida, como foi no passado".

"Com o senador Renan, tenho dialogado permanentemente, tenho certeza que vamos continuar dialogando, ele vai continuar nos ajudando, preocupado que é com o país. Eu tenho absoluta convicção de que ele vai nos ajudar. [...] Quanto a essa relação com Renan, eu tenho certeza que ela vai continuar sólida como foi no passado", afirmou Temer.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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