Politicando
Com articulação de Teófilo, vereadores disputarão reeleição pelo DEM e PSL
Detentores de mandato migrarão para outras legendas em busca de facilidade na composição da chapa proporcional.
A permanência do prefeito Rogério Teófilo no PSDB parece que será garantida, mas com ressalvas. O senador Rodrigo Cunha, presidente da legenda, teria permitido que o gestor disputasse a reeleição no “ninho tucano”. No entanto, na chapa proporcional, alguns detentores de mandato não teriam espaço.
Para acomodar seus aliados, Teófilo conta com o PSL e o Democratas. De forma indireta, o prefeito estaria prejudicando pré-candidatos que poderiam ser vitoriosos nessas legendas. Isso por que eles não disputariam com vereadores que já possuem mandato, na composição proporcional.
Acontece que Teófilo já teria dado prioridade a seus aliados que estão no poder. Ou seja: quem foi ou ia para esses partidos achando que a disputa seria igualitária, se enganou (ou foi enganado).
O diretório municipal do Democratas é comandado pelo ex-secretário de Articulação Política de Rogério Teófilo, Fernando Rezende. Já o PSL, em nível estadual, é conduzido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor – que é ligado politicamente ao principal aliado de Teófilo, o deputado federal Arthur Lira (Progressistas).
Desta forma, a chapa do grupo situacionista será formada pelo PSDB, Progressistas, PSL e Democratas, e os vereadores estarão divididos entre essas legendas. Os pré-candidatos que almejam o mandato parlamentar terão grande dificuldade de se elegerem por essas legendas devido a articulação feita por Rogério Teófilo em priorizar os aliados que já lhe dão sustentação na Câmara Municipal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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