Liniker estreia na Tusca com look inspirado no álbum 'Caju', sensualiza e emociona público
Cantora ganhadora de 3 Grammys neste ano se apresentou em São Carlos (SP) sob a chuva e foi acompanhada por coro uníssono que tomou a arena na última noite
A madrugada na Tusca foi duplamente simbólica para Liniker. Às 2h deste domingo (23), a artista subiu ao palco pela primeira vez na Taça Universitária de São Carlos (SP) e, também pela primeira vez, após conquistar três categorias no Grammy Latino 2025.
Como se o momento tivesse sido marcado, a tradicional chuva começou exatamente junto da abertura pirotécnica e envolveu o show em uma atmosfera ainda mais poética.
Liniker dedicou as vitórias ao país e às próprias raízes. “A gente acabou de voltar para o Brasil com três vitórias que não são só minhas. São da minha família, dos músicos, orixás”, disse ao público, que respondeu com gritos, aplausos e mãos erguidas.
No último dia 14, a artista de Araraquara (SP) venceu como Melhor Intérprete Urbana em Língua Portuguesa. Além disso, o álbum “Caju” levou o prêmio de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e a canção “Veludo Marrom” foi eleita Melhor Canção em Língua Portuguesa.
No palco, após o festival pirotécnico de fogos de artifício e luzes, Liniker surgiu com um look verde estampado com a palavra “Caju”, com saia brilhante, reforçando o clima de celebração. O cenário, remetendo ao tema desta edição da Tusca, “o despertar de um novo mundo”, ganhou brilho com fogos, fumaça e luzes refletidas na garoa.
Se a música “Nega dos Olhos Terríveis” já havia hipnotizado a plateia, foi em “Tudo” que a arena virou um só coro, daqueles que dispensam microfone. O sorriso frouxo da cantora mostrava que a emoção também era dela.
Voz, presença e performance
No palco da Tusca, Liniker reafirmou por que é considerada uma das maiores intérpretes brasileiras da atualidade. Cantou sem bases pré-gravadas, sustentou notas longas, explorou nuances da voz e dividiu os holofotes com backing vocals potentes, sempre acompanhados prontamente pela plateia.
A cantora dançou, brincou com a água, sensualizou, interagiu com os músicos e o público e reforçou o vínculo com o interior paulista. “Sou 016”, declarou, fazendo os tusqueiros vibrarem ainda mais.
Entre faixas como “Baby 95”, sucesso do álbum “Índigo Borboleta Anil”, também premiado com um grammy em 2022, e “Febre”, o show ganhou momentos de intimidade, conduzidos de maneira leve e natural. Já “Pote de Ouro” transformou a arena em pista, com casais abraçados, amigos pulando e celulares iluminando a madrugada.
Os versos de “Veludo Marrom”, melhor canção em língua portuguesa de 2025, criaram um breve estado de suspensão, quase capaz de silenciar o agito de uma das maiores festas universitárias do país.
Liniker deixou o palco no mesmo momento em que a chuva cessou, como se a garoa fizesse parte do seu espetáculo. Na última noite da Taça Universitária em 2025, a cantora gravou seu nome e sua história no imaginário dos tusqueiros. E Liniker, agora com quatro gramofones, transformou a madrugada em espetáculo à altura da ocasião.
BaianaSystem tem performance política e de valorização da cultura
Antes de Liniker silenciar a arena, o BaianaSystem sustentou uma hora de pura catarse coletiva, com bate-cabeça, dança e o já tradicional tom político que acompanha o grupo. No palco, símbolos como uma tornozeleira eletrônica, em referência à prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22), durante a música “Sulamericano”, e a bandeira da Palestina reforçaram o tom contestatório da apresentação.
Na metade do show, depois de algumas rodas de bate-cabeça, o que parecia ser o maior choque da noite virou um baile conduzido por mulheres em celebração à mulher latina. Teve ainda surpresa coletiva com o improvável coro de “Bésame Mucho” e a participação de um Saci-Pererê como forma de reafirmar a cultura e o folclore brasileiro.
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